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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de setembro de 2017. Atualizado às 11h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

21/09/2017 - 09h47min. Alterada em 21/09 às 10h23min

IPCA-15 fica em 0,11% em setembro ante 0,35% em agosto, revela IBGE

O encarecimento dos combustíveis puxou o aumento de 1,25% nas despesas das famílias com transporte

O encarecimento dos combustíveis puxou o aumento de 1,25% nas despesas das famílias com transporte


MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,11% em setembro, após ter avançado 0,35% em agosto. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (21), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam uma alta entre 0,05% e 0,30%, com mediana positiva de 0,14%.
O IBGE informou que a alta de 0,11% foi o resultado mais baixo para o mês de setembro desde 2006, quando havia ficado em 0,05%. Com o resultado agora anunciado, o IPCA-15 acumula aumento de 1,90% no ano. A taxa acumulada em 12 meses até setembro foi de 2,56% - o menor resultado desde fevereiro de 1999, quando estava em 1,80%.
O encarecimento dos combustíveis puxou o aumento de 1,25% nas despesas das famílias com Transportes em setembro no âmbito do IPCA-15. Responsável por 18% do orçamento das famílias, o grupo foi o que mais pesou na inflação do mês, com uma contribuição de 0,22 ponto porcentual para a taxa de setembro.
Os combustíveis ficaram 3,43% mais caros. O litro da gasolina subiu 3,76%, enquanto o etanol aumentou 2,57%. Já as passagens aéreas subiram 21,30% no período, segundo o IBGE.

Queda nos preços dos alimentos compensa aumento nos transportes 

Os alimentos voltaram a ficar mais baratos em setembro. O grupo alimentação e bebidas registrou um recuo de 0,94% nos preços, após já ter diminuído 0,65% em agosto. 
O grupo, responsável por cerca de 25% das despesas das famílias, sofreu um impacto de -0,23 ponto porcentual sobre a taxa de 0,11% do IPCA-15 de setembro. O resultado foi suficiente para neutralizar o aumento nas despesas com Transportes no mês.
Os preços dos alimentos consumidos em casa recuaram 1,54%, com destaque para o tomate (-20,94%), o feijão-carioca (-11,67%), o alho (-7,96%), o açúcar cristal (-4,71%) e o leite longa vida (-3,83%).
Todas as regiões pesquisadas tiveram quedas na alimentação no domicílio, com variações que foram de uma redução de 1,90% em Goiânia até recuo de 0,99% em Belém. A alimentação fora de casa, porém, aumentou 0,14% no IPCA-15. O maior avanço foi registrado em Salvador (0,90%). Em Curitiba houve redução de 1,50%.
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