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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de setembro de 2017. Atualizado às 22h47.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 19/09/2017. Alterada em 18/09 às 21h56min

Empresa lança hoje rede de baixo custo para IoT

Reis diz que, em se tratando de conectividade, há espaço para todos

Reis diz que, em se tratando de conectividade, há espaço para todos


/GRUPO WND/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Com investimento de US$ 50 milhões em três anos, a WND Brasil lança, oficialmente, nesta terça-feira, a sua rede de conectividade nacional dedicada à Internet das Coisas (IoT). E chega com uma promessa um tanto quanto ousada: ser a viabilizadora dos projetos nessa área no Brasil - que, em sua maioria, ainda não saíram do papel. A meta é cobrir, até o final de 2018, 80% do PIB nacional.
Ao contrário das redes tradicionais de telefonia, que foram criadas para trafegar voz e dados como imagens e vídeos e, portanto, são complexas e caras, a rede da WND foi criada para conectar objetos. Para isso, a empresa usa a tecnologia LPWA, da SigFox, que, desde o início, foi planejada para ser de baixo custo - dos chipsets aos equipamentos de transmissão, consumo de energia e custos de conexão.
"É um modelo disruptivo. Quando todo o mercado vai no sentido ascendente de oferecer cada vez mais capacidade com 4G e 5G, nós sabemos que não precisamos de 200 megabytes para transmitir um byte de um sensor", comenta o diretor de operações e sócio do Grupo WND, Alexandre Silva Reis.
Na cerimônia de lançamento da rede, será assinado um termo de colaboração entre a WND Brasil e a Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Mctic). O objetivo é concretizar a intenção da empresa e do ministério de realizar ações articuladas para encontrar novas possibilidades de cooperação e implementação de projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento no âmbito de IoT.
A rede oferece baixo custo e menor energia gasta por dispositivo para transmitir uma quantidade de informação mais baixa. Assim, para uma localização via sensor de latitude/longitude, são transmitidos seis bytes; na leitura de temperatura ou umidade de uma câmara fria, por exemplo, dois bytes.
Estudos mostram que, no modelo atual, pensado para a conexão no mundo de transmissão de megabytes, o melhor caso de custo por dispositivo é de US$ 2 a US$ 3 por mês. No modelo SigFox, pensado para a transmissão de bytes, o custo pode ser tão baixo quanto US$ 1 por ano. Isso faz uma grande diferença, quando se pensa em sensoriar, por exemplo, 300 mil bueiros de uma capital como São Paulo, para saber o nível de água de cada um.
"Hoje, isso é impossível de ser feito do ponto de vista financeiro. A conta não fecha. Mas, se pensarmos em um custo 10 vezes mais barato, que é o que esta rede vai permitir, se torna viável", analisa o gestor. Ele cita o exemplo de um projeto no México, que envolveu a colocação de sensores em 16 milhões de pallets, para que o cliente pudesse identificar as temperaturas altas dos produtos transportados, como alimentos e medicamentos.
Os mercados mais aquecidos são os de rastreamento de carros, animais, bicicletas, caminhões, e o de segurança. No agronegócios, por exemplo, sensores já estão sendo usados para analisar a temperatura e a acidez do solo, umidade, rastreadores de sacas de soja, identificar o posicionamento de tratores e para abrir e fechar remotamente os portões - coisas que requerem comunicações básicas.
O chip desenvolvido pela SigFox, também de baixo custo, não requer pagamento de royalties. Além disso, a tecnologia permite que os dispositivos possam ficar muitos anos sem substituição de baterias. A lógica é a da simplificação também na instalação - uma estação base pode ser carregada embaixo do braço - e para ligar basta uma tomada de 220 volts com 40 watts. Uma antena, se não tiver obstáculos, pode ter alcance de 40 quilômetros.
Reis comenta que, em se tratando de conectividade, existe espaço para todos, e faz uma analogia com o que acontece em um hospital para mostrar o diferencial entre uma rede de telefonia móvel e uma criada especificamente para a Internet das Coisas. "Existem tecnologias excepcionais para realizar uma cirurgia, mas que não precisam ser usadas quando se trata de fazer o rastreamento de medicamentos ou das macas nos hospitais. Para cada caso, existem soluções adequadas em termos de custo benefício", ressalta. Tanto essa é a visão do mercado que players que são reconhecidos por fornecer rede de telefonia móvel, como a Telefónica e a japonesa NTT DoCoMo, são acionistas da SigFox.
A WND está sediada no Rio de Janeiro, escritório em São Paulo e planeja inaugurar mais seis no Brasil em breve - o de Porto Alegre iniciará operações no início de 2018. A empresa já está presente com a sua rede em 100 cidades, totalizando 500 estações rádio base. No Rio Grande do Sul, já está em Porto Alegre e em breve vai avançar para outros municípios, como Uruguaiana e Caxias do Sul. O grupo tem operação também no México, Colômbia, Argentina e Reino Unido, e vai expandir para Costa Rica, Chile, Peru, Paraguai e Uruguai.
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