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Porto Alegre, domingo, 17 de setembro de 2017. Atualizado às 22h08.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 18/09/2017. Alterada em 17/09 às 21h01min

Volta do consumo deve sustentar alta do PIB

A liberação dos recursos do FGTS ajudou, mas a volta do consumo das famílias veio para ficar e é o que deve sustentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nesta fase inicial da retomada. Movimento que vai aquecer a venda de produtos e serviços, em geral de menor valor agregado, mais rápido do que era esperado até o início do ano.
A expectativa é de que o nível de consumo das famílias retorne ao patamar de 2014 (último ano de crescimento) até 2019. Parece distante, mas o fato é que ninguém previa a retomada a esse patamar antes de 2020.
"Achávamos que a retomada seria liderada pelos investimentos, mas isso não vai acontecer, porque a ociosidade está elevada. O que vamos ver uma recuperação gradual com os investimentos das famílias à frente. O FGTS ajudou, mas temos, de fato, um aumento da renda disponível das famílias devido ao recuo da inflação, à queda dos juros e a uma tendência de alta da confiança (o emprego parou de piorar)", explica Rodolfo Margato, economista do banco Santander.
O resultado é que as empresas dos segmentos mais beneficiados nesse processo são estimuladas a adotar estratégias mais pró-ativas: abertura de lojas, novos turnos de produção nas indústrias voltadas a bens de consumo e contratações são algumas das ações que devem ficar mais evidentes até o final do ano e, principalmente, no ano que vem.
O Santander projeta crescimento de 0,8% no consumo das famílias neste ano, acima da previsão para a expansão do PIB, de 0,7%. Para o ano que vem, a previsão é de que o consumo cresça 3,5% - número que não repõe o tombo de 8% acumulado entre 2015 e 2016.
Para Igor Velecico, economista do Bradesco, o medo do desemprego fez o consumidor se retrair muito a partir do final de 2015. "Isso é positivo, porque o consumo voltando passa aos empresários que as coisas não estão tão ruins e que, de fato, estamos saindo da recessão. A dúvida é o ritmo dessa retomada", diz o economista.
 
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