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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 17h09.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 08/09 às 17h10min

Juros fecham entre estabilidade e queda, com Copom e otimismo com reformas

Os juros futuros fecharam entre a queda e a estabilidade nesta sexta-feira, refletindo os ajustes ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado na quarta-feira, e também a expectativa de avanço nas reformas, em especial a da Previdência, após os últimos eventos do cenário político. No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou estável em 7,660%, assim como a taxa do DI janeiro de 2019 (649.315 contratos) terminou no mesmo patamar de ajuste da quarta-feira, a 7,62%, na máxima. A taxa do DI para janeiro de 2021 (12.865 contratos) caiu de 8,95% para 8,91% e a do DI para janeiro de 2023 (58.965 contratos), de 9,57% para 9,52%.
Os contratos de curto prazo ficaram estáveis uma vez que a expectativa de corte da Selic em 1 ponto porcentual, para 8,25%, já estava precificada nos ativos. As demais taxas a partir deste horizonte e, principalmente no miolo da curva, tiveram algum alívio ao longo da sessão, embora, no fechamento, a taxa do DI janeiro de 2019 tenha migrado para o ajuste de quarta-feira. No comunicado, o Copom endossa a percepção do mercado de que deve reduzir o ritmo de cortes da Selic nas próximas reuniões, mas de maneira gradual. Com isso, as apostas são de redução de 0,75 ponto e de 0,50 ponto na Selic, respectivamente, nos encontros de outubro e dezembro, com a taxa encerrando 2017 a 7%, de acordo com a precificação embutida na curva.
Ainda, os profissionais estão otimistas sobre a votação da reforma da Previdência ainda este ano. Além do episódio dos novos áudios divulgados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que levarão à revisão dos benefícios dos executivos da J&F, terem fortalecido politicamente o presidente Michel Temer, na visão dos agentes, o mercado repercute de forma positiva a declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que vai pautar a votação da reforma da Previdência em outubro, após a proposta de reforma política, dada ontem.
Adicionalmente, os agentes viram o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro, no qual afirmou que o ex-presidente Lula teria feito um "pacto de sangue" com a Odebrecht, como um fator de enfraquecimento de uma possível candidatura de Lula à Presidência. Consequentemente, um risco menor de uma guinada na condução da política econômica no futuro governo.
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