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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 17h09.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Notícia da edição impressa de 04/09/2017. Alterada em 03/09 às 22h31min

Projeções para crescimento da economia no ano já chegam a 1%

Consumo das famílias puxou o avanço de 0,2% do PIB brasileiro

Consumo das famílias puxou o avanço de 0,2% do PIB brasileiro


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Com um forte impulso do consumo das famílias, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores, acima das expectativas de boa parte do mercado. Segundo o IBGE, foi a segunda alta seguida, após o avanço de 1% de janeiro a março, o que sinaliza de maneira mais clara que a recessão está ficando para trás. Com o resultado, analistas e instituições financeiras passaram a rever suas projeções para o ano, e já há apostas de um crescimento até superior a 1% este ano.
A alta de 1,4% no consumo, principal vetor do crescimento da economia no trimestre passado, teve influência direta da desaceleração da inflação, que eleva o poder de compra, da queda dos juros e da liberação das contas inativas do FGTS. No lado da produção, os serviços tiveram crescimento expressivo, de 0,6%. A queda nos investimentos, porém, ainda traz preocupação.
"É um sinal de que a recuperação cíclica está pegando, não é um voo de galinha", disse Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central. "O dado mais importante está nas entranhas do PIB: o consumo das famílias, que teve melhora bastante expressiva, andando em linha com os números do varejo. Esse dado indica mais uma recuperação do emprego, ligada ao setor de serviços."
Sérgio Vale, da MB Associados, acredita que o País saiu da recessão e que passou no teste do segundo trimestre - por conta da crise política de maio, após as delações da JBS. Mas pondera que os investimentos ainda precisam avançar para que a recuperação possa decolar. "O dado mais preocupante ainda é o de investimentos, mas eles tendem a melhorar no segundo semestre, com uma expectativa de melhora no emprego", diz.
Os investimentos registraram baixa de 0,7%, a 13ª queda trimestral consecutiva, puxando junto o PIB da indústria, o que fez alguns economistas pedirem cautela no otimismo. Para a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, ainda é cedo para falar em recuperação. O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da FGV, órgão independente que se dedica a determinar o início e o fim das recessões, marcou o início do atual ciclo recessivo no segundo trimestre de 2014, mas ainda fará uma reunião para determinar se chegou ao fim.

Resultado do PIB trimestral (%)

2015 
1º trimestre -1,2
2º trimestre -2,3
3º trimestre -1,4
4º trimestre -0,9

2016 
1º trimestre -1
2º trimestre -0,4
3º trimestre -0,6
4º trimestre -0,5
2017
1º trimestre 1
2º trimestre 0,2
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