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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 17h09.

Jornal do Comércio

Economia

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CONJUNTURA

Notícia da edição impressa de 04/09/2017. Alterada em 03/09 às 21h07min

Ibovespa sobe 1,54% com alta do PIB no 2º trimestre

O primeiro pregão de setembro, na sexta-feira, foi de otimismo no mercado brasileiro de ações, e refletiu uma conjunção de fatores positivos, nacionais e internacionais. Esses fatores conduziram o Índice Bovespa ao patamar acima dos 72 mil pontos (máxima de 72.217), no qual não operava desde novembro de 2010. Ao final dos negócios, o índice teve uma leve desaceleração e fechou em alta de 1,54%, aos 71.923 pontos. O volume de negócios somou R$ 9,916 bilhões.
A alta de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre (ante o primeiro trimestre) animou analistas a elevarem suas expectativas para o crescimento da economia no ano. Outro fator de relevante influência sobre os negócios foi o relatório de emprego nos Estados Unidos, que indicou abertura 156 mil postos de trabalho, ante estimativa de 179 mil novas vagas. O dado mais fraco sugeriu moderação na política de aperto monetário do Federal Reserve, o que preserva os fluxos para os mercados acionários de modo geral.
A alta foi determinada pelas ações dos setores financeiro e de commodities. Grupo de maior peso na composição do Ibovespa, os bancos subiram em bloco, com destaque para Banco do Brasil ON ( 3,88%), Itaú Unibanco PN e Bradesco PN, ambos com 2,08%. As ações da Petrobras subiram 4,51% (ON) e 2,71% (PN). As da Vale também se destacaram, contagiando positivamente os papéis do setor de siderurgia. Vale ON teve ganho de 1,68%. Usiminas PNA subiu 10,30% e foi a maior alta do Ibovespa, seguida por CSN ON ( 6,67%) e Gerdau PN ( 6,24%).
Segundo Vladimir Pinto, gestor de renda variável da Grand Prix Asset, a expressiva alta das ações de commodities esteve relacionada a outro fator externo. O resultado do índice de gerentes de compras (PMI) de indústria da China foi determinante para uma onda de altas de ações ligadas a commodities. O indicador subiu de 51,1 em julho para 51,6 em agosto. "A economia da China em crescimento é benefício para todos", disse.
No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,13%, aos R$ 3,1451. O giro financeiro somou US$ 1,10 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1231 (-0,83%) e, na máxima, aos R$ 3,1481 (-0,04%).
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