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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de setembro de 2017. Atualizado às 21h17.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Notícia da edição impressa de 14/09/2017. Alterada em 13/09 às 19h12min

Terminal de Paranaguá é vendido por R$ 2,9 bilhões

TCP é o terceiro maior centro de contêineres brasileiro e tem, também, o maior número de tomadas refeer

TCP é o terceiro maior centro de contêineres brasileiro e tem, também, o maior número de tomadas refeer


IVAN BUENO/IVAN BUENO/APPA/DIVULGAÇÃO/JC
Depois de mais de um ano de negociações, a estatal chinesa China Merchants Port Holding (CMPorts) comprou 90% do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e a empresa de serviços logísticos TCP Log, por R$ 2,9 bilhões (US$ 925 milhões). A transação envolve 90% dos ativos portuários. O fundo norte-americano Advent, que detinha 50% da TCP, vendeu toda sua fatia. Os acionistas restantes - as empresas espanholas Galigrain e TCB - também saem do negócio. Já os três sócios-fundadores, Pattac, Soifer Participações e TUC Participações Portuárias, vendem parte das ações, mas ficam, juntos, com os 10% restantes dos ativos.
A transação avalia o TCP em cerca de R$ 3,2 bilhões, e a conclusão da operação está prevista para até o fim de 2017, após passar por crivo regulatório e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Fundado em 1998, o terminal brasileiro é considerado um dos mais modernos no País e tem bom potencial de crescimento. Nos últimos anos, recebeu altos investimentos na renovação de equipamentos e na infraestrutura local, o que melhorou de forma expressiva a produtividade da empresa. O terminal tem capacidade para movimentar 1,5 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).
Hoje, o TCP é o terceiro maior terminal de contêineres do País, atrás apenas de Santos Brasil e de Brasil Terminal Portuário (BTP), ambos no porto de Santos. O terminal também detém o maior número de tomadas refeer do País - infraestrutura exigida para a manutenção de contêineres de produtos refrigerados, como carnes.
Nos últimos meses, o TCP estava sendo alvo de cobiça de vários investidores. Além da estatal chinesa, o grupo árabe Dubai Port World (DP World) estava no páreo. A ideia original dos acionistas era abrir o capital do TCP ou vender apenas uma fatia a investidores privados. No entanto a boa demanda pelo negócio levou os controladores a rever essa estratégia. No ano passado, o TCP contratou os bancos BTG Pactual e Morgan Stanley para assessorá-lo nas negociações. O grupo China Merchants contratou o banco Santander.
Em comunicado ao mercado, a China Merchants informou que "a entrada na América Latina, especialmente no Brasil, é crucial para a expansão global de sua rede de terminais". A CMPort é uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres, com movimentação total de mais de 95 milhões de TEUs em 2016. A gigante chinesa possui operações na Ásia e detém, ainda, terminais de contêineres em países como Estados Unidos, África e Europa.
O presidente da TCP, Luiz Antonio Alves, vai permanecer na empresa, de acordo com o comunicado ao mercado. Em nota, Alves afirmou que a entrada do novo controlador contribuirá para a nova fase de crescimento da TCP. "O Advent e os sócios-fundadores tiveram um papel fundamental, suportando a transformação operacional da empresa."
O fundo Advent, que tem feito importantes aquisições no Brasil entre o final do ano passado e este ano, decidiu vender sua participação para investir em novos negócios dentro e fora do Brasil. A gestora comprou o controle do TCP em 2011, por R$ 650 milhões. Com essa transação, vende o negócio por R$ 1,6 bilhão.
O fundo norte-americano comprou recentemente participação relevante nas faculdades Estácio para voltar a ser uma consolidadora no setor de educação, a exemplo do que fez na Kroton Educacional há alguns anos. No final do ano passado, o Advent comprou uma faculdade no Rio Grande do Sul. O fundo também tem sido atuante em operações financeiras, com a aquisição da Easynvest.

Shell diz que parou de usar o porto do Açu por falta de segurança

Petroleira utilizava o complexo para fazer transbordo de combustíveis

Petroleira utilizava o complexo para fazer transbordo de combustíveis


/RAFAEL ANDRADE/FOLHAPRESS/JC
A Shell Brasil confirmou que suspendeu a utilização do porto do Açu como local para a transferência de cargas ship to ship. "A decisão foi tomada em maio, porque a infraestrutura e os procedimentos adotados pelo porto não estavam em conformidade com os padrões de segurança da Shell - e, portanto, descumpriam as provisões e procedimentos estabelecidos em contrato -, como evidenciado por 3 incidentes em 17 operações desde agosto de 2016", informou a Shell, em nota distribuída à imprensa.
Segundo a petroleira, a interrupção das operações de transferência ship to ship dos carregamentos da Shell no Açu levou à suspensão dos pagamentos relativos a essa atividade, já que o porto descumpriu cláusulas de segurança previstas em contrato.
"Esta decisão será mantida até que as partes cheguem a um acordo sobre o cumprimento dos padrões de segurança da Shell, conforme previsto no contrato original", informou a empresa de petróleo.
A declaração da Prumo Logística de que a BG E&P Brasil Ltda. (Shell) não cumpre suas obrigações ao não pagar, desde junho de 2017, as faturas devidas estabelecidas no contrato de serviço de transbordo de petróleo foi formalizada na semana passada.
A informação está em fato relevante da Prumo, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com a Prumo, a Shell não cumpre com suas obrigações contratuais do Açu desde que ocorreu um incidente com vazamento de petróleo.
A Prumo detém 80% da Açu Petróleo, localizada no porto do Açu, que oferece soluções para transferência de petróleo por operação ship to ship. Em junho de 2015, a Prumo e a Shell assinaram contrato que prevê que a segunda utilize a infraestrutura e os serviços do Açu por 20 anos em regime de take or pay, a fim de transferir um volume médio de até 200 mil barris por dia.
Segundo a Prumo, no documento, o terminal iniciou as operações em 29 de agosto de 2016 e, desde então, cumpriu todas as obrigações operacionais no contrato. Em 4 de maio de 2017, no entanto, durante a 19ª operação de transferência de petróleo no Açu, ocorreu um incidente com vazamento de petróleo, mas que foi contido pelo sistema de resposta de emergência do terminal, segundo a Prumo.
Desde então, a Shell decidiu unilateralmente não demandar os serviços do Açu previstos em contrato e não cumpriu suas obrigações de take or pay ao não pagar as faturas devidas desde junho de 2017. Segundo a Prumo, o Açu tentou obter amigavelmente o cumprimento da Shell de suas obrigações e informa que a empresa vem, em paralelo, tentando obter descontos e outras vantagens comerciais.
"Por estas razões acima mencionadas e considerando o impacto financeiro adverso que a Açu Petróleo S.A. suportará como consequência do descumprimento da Shell, a Prumo informa ao mercado que deve buscar o pagamento imediato das faturas pendentes e reivindicar todos os danos incorridos advindos do inadimplemento supramencionado", informa a Prumo, em fato relevante.
Sobre o vazamento de petróleo relatado, a Prumo destacou que ele ocorreu por defeito na fabricação de equipamentos de terceiros. Ainda assim, ressalva que o volume de resíduos derramado foi relativamente pequeno, sendo limpo em horas e de acordo com os procedimentos de segurança. Ainda segundo a Prumo, as agências governamentais de fiscalização foram notificadas, realizaram inspeções, e o terminal foi liberado.
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