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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de agosto de 2017. Atualizado às 22h57.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 25/08/2017. Alterada em 24/08 às 22h50min

Ciro Gomes contesta medidas de Sartori para servidores

Para pré-candidato, Estado não gasta demais com serviços públicos

Para pré-candidato, Estado não gasta demais com serviços públicos


EVANDRO LEAL/DIVULGAÇÃO/JC
Marcus Meneghetti
Embora o evento organizado pela bancada do PDT no Teatro Dante Barone tivesse o objetivo de debater o serviço público, o principal convidado da atividade foi o pré-candidato à presidência da República e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) - que foi ovacionado por sindicalistas, estudantes e militantes que lotaram o espaço, nesta quinta-feira. Ciro criticou o governo José Ivo Sartori (PMDB) pelas medidas que afetaram os servidores públicos e defendeu a criação de uma data-base para a reposição da inflação nos vencimentos dos funcionários do Estado.
No início do seu pronunciamento, o ex-governador do Ceará fez questão de minimizar suas intenções eleitorais: "vamos deixar a disputa de simpatia e as musiquinhas bonitas para a campanha de 2018". Entretanto a plateia mantinha o clima de pré-campanha, através de faixas que pediam explicitamente "Ciro presidente em 2018". 
De qualquer forma, o pré-candidato disse que a fixação de uma data-base para reajustar o salário dos servidores públicos - conforme proposta da deputada estadual juliana Brizola (PDT) - "vai evitar a multiplicação de greves descentralizadas, reunindo todas as reivindicações na mesma ocasião". "Isso vai facilitar até a administração do governador, pois vai poder fazer uma única reunião para negociar a reposição. E vai evitar que um gestor deixe dívidas para o próximo", arrematou. 
Ele também criticou o discurso usado pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) e do governador Sartori de que o Estado está "inchado" e é necessário fazer cortes no serviço público. "Nos Estados Unidos, cerca de 30% dos trabalhadores são funcionários públicos; na Inglaterra, cerca de 32%; e, na França, 28%. No Brasil, apenas 12% estão no serviço público. Então é uma falácia dizer que o estado brasileiro está inchado e tem que diminuir o número de servidores públicos", comparou Ciro.
O presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, fez coro às críticas do correligionário. Lupi também se posicionou contra o projeto do governo Sartori que limita as cedências remuneradas de funcionários públicos às entidades de classe a uma por categoria. "Nós, do PDT, não temos como votar a favor desse projeto, porque ceder apenar um servidor por sindicato é o mesmo que acabar com eles. Por que o governo não assume de uma vez que quer acabar com as entidades sindicais para aprovar sem resistência as suas medidas?", indagou o presidente nacional dos pedetistas.
Ao longo do seu discurso, Ciro mencionou que é necessário superar a polarização política que se radicalizou no Brasil nos últimos anos - dando a entender que pretende se apresentar como uma alternativa de "terceira via" nas eleições de 2018. "A redução que divide o Brasil entre coxinhas e mortadelas só beneficia quem está no poder. Agora é o momento de debatermos o Brasil entre os diferentes", propôs sob o olhar atendo da plateia, mas sem aplausos. 
Os aplausos voltaram em outros momentos. Um deles foi quando não mediu as palavras para criticar o partido de Temer: "Salvo algumas exceções, o PMDB deixou de ser um partido para se tornar uma quadrilha". Para o pré-candidato do PDT, o déficit bilionário anunciado pelo governo federal neste ano (R$ 159 bilhões) "não é causado por excesso de gastos com servidores públicos, mas sim pela diminuição da receita". Ele defendeu ainda medidas como a taxação de heranças e grandes fortunas. 
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