Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 31 de agosto de 2017. Atualizado às 00h13.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 31/08/2017. Alterada em 30/08 às 19h29min

Parentes e amigos importantes ajudam!

Paulo Franquilin
As recentes decisões do Supremo Tribunal Federal dando liberdade ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), neto de Tancredo Neves, presidente eleito indiretamente em 1984; e ao deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), amigo de Michel Temer (PMDB), atual presidente, mostram que, mesmo com provas substanciais contra os políticos, a proximidade ou parentesco com autoridades ajudou para que voltassem aos seus cargos. Mas as delações premiadas de Joesley Batista trouxeram para o público acusações graves contra Aécio Neves, o qual, segundo o delator, teria solicitado R$ 2 milhões para pagar a defesa dentro da Lava Jato, enquanto o deputado Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal apanhando R$ 500 mil com um executivo da JBS, que faria parte de pagamentos semanais neste valor.
As denúncias e resultados da investigação levaram ao afastamento dos cargos que ocupavam, com a prisão de Rocha Loures, porém, para os ministros do STF, mesmo com tais acusações de corrupção dos políticos, podem continuar desempenhando atividades parlamentares e lidando com dinheiro público, como se nada houvesse acontecido. Causa indignação por não ser um caso isolado, inúmeras decisões judiciais têm favorecido acusados de corrupção no País, parecendo para a população que existem dois sistemas judiciais, um que mantém presos acusados de roubarem R$ 10,00 e outro que mantém em liberdade quando os valores chegam aos milhões de reais.
O foro privilegiado permite que ocupantes de cargos políticos consigam livrar-se de denúncias, permanecendo ilesos às acusações, num sistema que protege os poderosos, enquanto que, em situações semelhantes, os demais brasileiros mofariam nas cadeias. Brasília é o paraíso das bancas de advogados que conseguem clientes dispostos a pagar fortunas para não serem acusados, denunciados ou presos, pois os recursos podem arrastar-se por anos, com liminares, suspensões e decisões favoráveis aos privilegiados que surgem no Planalto Central do País.
Oficial da reserva/BM, jornalista e escritor
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia