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Porto Alegre, terça-feira, 05 de setembro de 2017. Atualizado às 16h44.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 30/08/2017. Alterada em 29/08 às 18h59min

Não às privatizações

Marco Aurélio Bernardi
Grande parte dos políticos ainda defende a não privatização de entidades públicas. A grande maioria delas, sob a justificativa de que o Brasil é muito grande, com riquezas imensas, inesgotáveis. O agronegócio, o petróleo do pré-sal, além dos incentivos distribuídos dariam o suporte necessário ao nosso desenvolvimento. O Brasil é um país riquíssimo... de esperanças. Todavia, apesar deste quadro fabricado pelos políticos, os serviços públicos nas áreas de educação, saúde e segurança são negativos.
A mídia tem noticiado a sua degradação: baixíssimo nível escolar, atendimento deficiente na rede pública hospitalar e a incapacidade na segurança de enfrentar verdadeiras organizações criminosas, espalhando espanto e terror pelo País inteiro. Diante da ineficiência pública, a verdade começa a aparecer: a mídia noticia a farta distribuição de verbas aos políticos através do "mensalão", o loteamento de cargos públicos nas estatais distribuídos aos políticos em troca de apoio. Para culminar, a Operação Lava Jato descobriu o maior assalto aos cofres públicos no mundo. Apenas para exemplificar um caso de ineficiência pública: na Eletrobras, maior empresa de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica da América Latina, foram divulgados alguns dados: 23.969 funcionários ao final de 2013; 1.783 funcionários com cargos de gerência; 2.000 funcionários com remuneração mensal superior a R$ 60 mil. Segundo seu presidente, 40% dos gerentes, ou 713, são inúteis. Muitas outras empresas públicas se encontram nas mesmas condições, a grande maioria delas com desempenho e resultados negativos, com estruturas inchadas e que servem de cabide de emprego para os amigos. Diante da atual situação de calamidade em que nos encontramos, o governo federal vem propor reformas ao Congresso Nacional: política, tributária, previdenciária e privatizações.
Ainda é hora de o Brasil acordar, especialmente os políticos, para a adoção de medidas (duras) que levem ao crescimento do País e não ao seu bolso.
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Comentários
Alvaro Kniestedt 05/09/2017 16h12min
Na verdade a visão de que o serviço estatal deve ser exterminado é pequena e deixa de considerar o que é fundamental, ou seja, "qual a razão da baixa eficiência". Serviços estatais são utilizados por políticos corruptos que não só utilizam esses serviços para seu benefício mas também para seu enriquecimento. Criticar serviços públicos/estatais, condenando-os enquanto instituições é como retirar o sofá da sala para o casal não namorar. Ao invés disso seria mais realista atacar a origem do problem
Daniel Pereira DAlascio 31/08/2017 09h32min
Discordo da opinião do senhor Marco Aurélio Bernardi(Jornal do Comércio 31/08/17). A Eletrobrás é vital para o desenvolvimento do Brasil, afinal de contas, sem energia elétrica nada funciona nesse mundo. Além disso os chineses não vão investir em expansão do sistema elétrico, fazendo novamente um novo racionamento de energia, já visto no governo FHC(2001) e quebradeira da fraca indústria nacional, levando empregos para a china. Se existem problemas devemos punir os responsáveis e não a nação!