Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 29 de agosto de 2017. Atualizado às 23h18.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Saúde

Notícia da edição impressa de 30/08/2017. Alterada em 29/08 às 21h05min

Percentual de fumantes passivos cai pela metade

Segundo dados revelados ontem pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número de fumantes passivos diminuiu 42% nos últimos oito anos, caindo de 12,7% da população, em 2009, para 7,3% no ano passado. A apresentação dos dados coincidiu com o Dia Nacional de Combate ao Fumo, que busca conscientizar a população para os riscos envolvidos no tabagismo. O levantamento inclui dados coletados nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.
De acordo com a pesquisa, a incidência de fumantes está em queda no Brasil, passando de 15,7%, em 2006, para 10,2% em 2016, uma diminuição de 35% no período. Segundo a pasta, as reduções se devem parcialmente às medidas adotadas pelo governo brasileiro nos últimos anos, atendendo a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre elas estão a proibição da propaganda comercial de cigarros, o estabelecimento de preços mínimos e o aumento da taxação dos produtos, além da proibição do fumo em ambientes de uso coletivo, em vigor desde 2014 no País.
Ainda assim, estima-se que 428 pessoas morram por dia em decorrência de doenças cuja causa é atribuível ao tabagismo, número que representa 12,6% de todas as mortes em solo brasileiro. Somente no ano de 2015, mais de 155 mil mortes foram atribuídas a doenças cardiovasculares e pulmonares, além de diferentes tipos de câncer.
Durante o evento, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse ser favorável ao aumento no preço de cigarros, como meio de desestimular o uso do tabaco. A ação, porém, teria que ser combinada com outros esforços, como o combate ao contrabando, para atingir a máxima eficácia.
O Ministério da Saúde e o Inca também voltaram a defender a proibição de aditivos que dão aromas e sabores adocicados aos cigarros. Em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editou uma resolução restringindo o uso das substâncias. No ano seguinte, porém, o Supremo Tribunal Federal concedeu uma decisão liminar permitindo os aditivos até o julgamento definitivo do caso, o que, até hoje, não ocorreu.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia