Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 29 de agosto de 2017. Atualizado às 23h18.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Educação

Notícia da edição impressa de 30/08/2017. Alterada em 29/08 às 21h04min

Reforma do Colégio Paula Soares será finalizada em outubro

Terceiro andar está interditado há um ano, por risco de desabamento do telhado

Terceiro andar está interditado há um ano, por risco de desabamento do telhado


JONATHAN HECKLER
Isabella Sander
Desde o início do ano letivo de 2017, os quase 800 alunos do Colégio Estadual Paula Soares, localizado no Centro de Porto Alegre, se apertam em salas divididas por paredes provisórias no primeiro e no segundo andares. O terceiro e último piso está interditado há um ano, quando o Corpo de Bombeiros considerou que havia risco de desabamento do telhado. Iniciadas em março, as obras de reparos têm previsão de término para outubro. O investimento é de aproximadamente R$ 500 mil.
Mais de dois terços do telhado já foram substituídos. Toda a rede elétrica do terceiro andar será substituída, e o restante dos fios do prédio, revisado. Parte disso foi concluída. Os operários contratados estão iniciando a intervenção no forro. Como o imóvel é histórico e tombado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fez questão de que o forro fosse refeito com suas características originais, de madeira, com trabalho de marcenaria e construído em formato de escadinha e mantido aparente, sem divisão por teto.
A reforma demorou a ser feita porque a edificação, de 90 anos, é tombada, e a obra precisava ser autorizada pelo Iphan. Depois de iniciada, em março, a execução sofreu atrasos, devido à complexidade de trabalhar em um local tombado e à ocorrência de chuva. Prevista para terminar em junho, a intervenção recebeu um aditivo no contrato, prorrogando a conclusão para outubro. Esse é o prazo final.
Antes de iniciar a recuperação do telhado, a direção da escola trocou, com recursos próprios, a caixa d'água, anteriormente feita de cimento e já com infiltrações. Agora, o recipiente de 3 mil litros é feito de polietileno. O telhado, quando ficar pronto, será o primeiro passo para pensar no restante das melhorias a serem realizadas. "O prédio todo precisa de manutenção. Temos várias outras paredes e banheiros que exigem reforma. Como ficou muito tempo entrando água, a consequência é que temos paredes e tetos com muito mofo. Nosso pé direito é altíssimo, então não conseguimos limpar", relata a diretora da escola, Genecy Terezinha Godois Segala.
Apesar de o espaço ser pouco para tanta gente, a própria comunidade escolar decidiu permanecer na instituição durante a reforma. "O Estado ofereceu que fôssemos transferidos para outras escolas nesse período, mas os pais e os alunos, em assembleia, escolheram ficar. Como o Paula Soares tem 90 anos, as famílias são muito unidas e ligadas ao prédio em si. Há gerações e gerações que estudam aqui", conta a diretora.
Para viabilizar as aulas, foram instaladas paredes de eucatex dividindo sete salas. Como a decisão de ficar foi de todos, estudantes e professores precisaram readequar seus hábitos, falando mais baixo e não utilizando materiais audiovisuais nas lições. "Às vezes é difícil, mas não recebemos muitas reclamações, porque todos concordaram em passar por essa situação. A comunidade escolar temia que, se fosse transferida, o prédio deixasse de funcionar como escola", revela Genecy.
Além da reforma no telhado, neste ano, o Paula Soares também fez uma reforma total na cozinha e no refeitório, realizada em cerca de três meses. O valor da obra foi de R$ 100 mil disponibilizados pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). A verba foi fruto de acordo do governo do Estado com os estudantes secundaristas, para que os adolescentes encerrassem as ocupações das escolas em 2016.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia