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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 08h15.

Jornal do Comércio

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Urbanismo

Notícia da edição impressa de 03/08/2017. Alterada em 03/08 às 08h19min

Iniciativa privada indicará locais para instalação de parklets em Porto Alegre

 Regras para instalação das estruturas foram regulamentadas ontem

Regras para instalação das estruturas foram regulamentadas ontem


SMURB/DIVULGAÇÃO/JC
Isabella Sander
Já existentes em municípios gaúchos como Caxias do Sul e Canoas, os parklets foram regulamentados ontem em Porto Alegre. Em ato realizado no Paço Municipal, o prefeito Nelson Marchezan Júnior assinou decreto tornando legal a instalação de "miniparques" em espaços de vagas para carros na Capital, seguindo algumas normas.
No ano passado, um projeto de lei do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) para a criação de parklets foi rejeitado em votação na Câmara de Vereadores. Outra proposta nesse sentido era estudada pela prefeitura desde 2013. O ex-prefeito José Fortunati pretendia liberar a instalação de pelo menos 15 parklets até o fim de 2017 na cidade.
A ideia de Marchezan é diferente da de Fortunati - não será a prefeitura que indicará os espaços que receberão os miniparques, e sim a iniciativa privada, a partir de alguns critérios para aprovação municipal. Um manual de instruções foi publicado no site da prefeitura (http://alfa.portoalegre.rs.gov.br/parklets). O arquiteto Marcelo Bertolini, responsável pela criação do documento, estima que, em 30 dias, os projetos apresentados sejam aprovados ou reprovados.
Apesar do foco em empresários que quiserem colocar os parklets em frente aos seus estabelecimentos, qualquer pessoa pode fazer a solicitação. O espaço poderá ocupar uma área máxima de 25 metros quadrados, com dois metros de largura. Inicialmente, os miniparques poderão ser instalados somente em vias com velocidade máxima permitida de 40km/h.
"Vamos funcionar por demanda, dentro dos critérios estabelecidos. Todas as demandas serão analisadas tecnicamente, para ver o impacto da instalação naquela quadra, bairro, rua, local específico", relata Marchezan. O prefeito afirma que incentivará empresas com maior capacidade financeira para que possam ampliar a colocação de parklets para outros locais da cidade "menos nobres", e não apenas em frente ao seu próprio imóvel.
Os ganhos para a cidade, segundo Marchezan, são o embelezamento e a humanização das ruas, gerando mais socialização e segurança. "Os parklets já foram testados em vários lugares do mundo. As cidades que têm mais pessoas nas ruas são as mais seguras, que incentivam mais o comércio e uma relação melhor entre modais", aponta.
O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Capital, Maurício Fernandes, considera que os parklets levarão os pedestres à ocupação dos espaços públicos. "Porto Alegre, às vezes, é hostil ao pedestre. Isso não pode acontecer, porque a cidade não é um lugar de passagem, e sim de convivência. Investindo na boa convivência das pessoas, a qualidade de vida melhora", destaca. A partir de hoje, já é possível encaminhar projetos para a prefeitura.
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