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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de agosto de 2017. Atualizado às 18h18.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 30/08 às 18h20min

Ibovespa ignora altas em Nova Iorque e recua 0,62% com realização de lucros

O Índice Bovespa andou na contramão das altas das bolsas de Nova Iorque e teve um pregão de baixas nesta quarta-feira (30), com investidores recolhendo parte dos ganhos recentes. O dia foi de agenda política intensa e relevante, que se estendeu por toda a sessão de negócios. O Ibovespa terminou o dia aos 70.886,25 pontos, em baixa de 0,62%, com R$ 7,3 bilhões em negócios.
A queda dos preços do petróleo nas bolsas de Nova Iorque e Londres derrubou as ações da Petrobras, que perderam 2,94% (ON) e 2,89% (PN). A commodity caiu 1,01% no mercado futuro de Nova Iorque e 1,80% no de Londres, influenciada por dados de estoques nos Estados Unidos e por relatos sobre o funcionamento de refinarias afetadas pela tempestade tropical Harvey.
A maior influência sobre o Ibovespa, no entanto, veio das ações do setor financeiro, bloco de maior peso na composição do Ibovespa. Os papéis tiveram queda generalizada e foram determinantes para o resultado do índice. Na véspera, essas ações dos bancos haviam sido justamente as principais responsáveis pela alta de 0,44% do indicador. Nesse grupo, destacaram-se Bradesco PN (-1,00%), Banco do Brasil ON (-1,02%), e Itaú Unibanco PN (-0,54%). No acumulado de agosto, todas elas têm ganhos superiores ao Ibovespa (+7,53%), o que justifica a realização de lucros, segundo operadores.
"A bolsa precificou até demais os sinais de melhora no cenário político e econômico e agora mostra falta de fôlego para avançar mais. É necessário que haja algum fato novo para que isso aconteça", disse um operador de uma corretora paulista, observando que o Ibovespa enfrenta uma forte resistência no patamar dos 71.500 pontos, atingido no intraday do último dia 25 "Toda vez que o índice se aproxima dele, como aconteceu ontem, o índice volta", afirmou.
Assim como o mercado doméstico minimizou as altas das bolsas de Nova York, também o cenário político interno foi acompanhado, mas com pouca influência sobre os negócios. Conforme o previsto, o plenário da Câmara concluiu a votação dos destaques à medida provisória da Taxa de Longo Prazo (TLP), que agora seguirá ao Senado. A nova taxa, que irá balizar os empréstimos do BNDES é considerada um dos pontos essenciais do ajuste fiscal, por representar o fim dos empréstimos subsidiados.
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