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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de agosto de 2017. Atualizado às 23h58.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 29/08/2017. Alterada em 28/08 às 21h06min

Reforma da Previdência não passa, indica pesquisa

Chance de o plenário aprovar o texto neste ano é de apenas 8,45%

Chance de o plenário aprovar o texto neste ano é de apenas 8,45%


/PEDRO FRAN/AGÊNCIA SENADO/JC
Pesquisa da consultoria política Arko Advice apontou que 83% dos deputados avaliam que a proposta de reforma da Previdência não será aprovada neste ano pelo Congresso Nacional. Os pesquisadores ouviram 201 dos 513 deputados federais, abrangendo 25 partidos políticos. "Ouvimos 40% do total de parlamentares, o que é muito expressivo", diz o presidente da Arko, Murillo de Aragão. A pesquisa foi feita entre os dias 15 e 23 de agosto.
A chance de o plenário aprovar o texto que passou pela Comissão Especial é muito baixa: 8,45%, de acordo com a pesquisa. Para quase metade dos entrevistados (48,75%), a proximidade com as eleições de 2018 é o principal obstáculo à aprovação da proposta, seguida pela falta de apoio entre os aliados (34,82%).
Para Aragão, tudo indica que o governo terá de optar por um plano B. Ele destacou que o pessimismo atingiu até mesmo o PMDB, partido do presidente Michel Temer. Dos 24 deputados da legenda consultados, 16 não acreditam na aprovação da matéria. A bancada do PMDB na Câmara conta com 62 parlamentares.
Entre os 13 deputados do PSDB, 10 também não acreditam nessa possibilidade. No DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), dos 11 entrevistados, oito estão descrentes.
"O sinal é muito ruim. A situação é muito complexa, e o governo teria que fazer um grande esforço para aprovar (a reforma da Previdência), mesmo assim reduzindo o escopo", afirmou. A maior parte dos entrevistados, ao ser questionada sobre que parte da reforma teria mais chance de ser aprovada, citou que somente a idade mínima, com alguma regra de transição (34,82%).
Para a equipe econômica, o governo não tem ainda quórum para aprovação, mas há uma expectativa de que esse cenário se reverta entre setembro e outubro, abrindo o caminho para a aprovação da medida.
A avaliação da equipe econômica é de que, até lá, terá que lidar com muitos "balões de ensaio" como propostas de mudança que não partem de dentro do governo.
A fixação de uma idade mínima com a regra de transição é considerada essencial pelo governo para impedir a necessidade de mudança mais à frente com uma dose mais dura de alterações.
 
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