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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de agosto de 2017. Atualizado às 21h47.

Jornal do Comércio

Economia

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telecomunicações

Alterada em 24/08 às 21h51min

Oi vai analisar proposta de reestruturação de credores, diz presidente

O presidente da Oi, Marcos Schroeder, afirmou que a companhia vai analisar a proposta de reestruturação apresentada na quarta-feira (23), por seus principais credores, representados pelo banco americano Moelis e pela assessoria G5, em parceria com bancos de fomentos estrangeiros, reunidos pela consultoria FTI. Protagonista do maior processo judicial do Brasil, com dívida de R$ 64 bilhões, a operadora enfrenta disputas entre credores e acionistas que têm impedido atingir um acordo sobre o melhor caminho para sua reengenharia.
Schroeder afirmou que a diretoria da operadora se reunirá na próxima semana com esse grupo e alguns bondholders. O executivo disse que a apresentação de uma proposta pelos credores é positiva e que quem está disposto a injetar dinheiro na companhia acredita nela. "Não estou falando que é uma proposta maravilhosa, mas vale discutir", disse. Só após a análise pela diretoria ela será encaminhada ao conselho de administração da Oi.
A tele tinha até esta quinta-feira (24), para apresentar um plano de reestruturação reformulado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com Schroeder, entretanto, o que foi entregue foi um resumo com o status da negociação com credores e bondholders. O executivo disse ainda que foi levado ao órgão regulador um desenho para a capitalização de R$ 8 bilhões proposta recentemente pela companhia, sendo R$ 5 bilhões em injeção de dinheiro e R$ 3 bilhões em conversão de dívida.
Schroeder garantiu apenas que o plano de recuperação apresentado em março não será o que irá à assembleia de credores. Neste plano, a proposta da Oi era que os credores financeiros ficassem com 25% do capital após a reestruturação. O administrador judicial da Oi encaminhou ao juízo da recuperação judicial uma sugestão de que a reunião seja realizada em 9 de outubro, o que Schroeder considerou um avanço por dar um horizonte para o fim da negociação. A tele tem que apresentar o plano reformulado até dez dias antes. "A grande briga na mesa é como dividir o tamanho dessa pizza: quanto fica para credores, bondholders (detentores de bônus da Oi) e atuais acionistas", disse após o lançamento do Oito, novo hub de empreendedorismo e inovação da Oi, no Rio.
A proposta apresentada esta semana pelo grupo de credores, dono de R$ 22,6 bilhões da dívida Oi, prevê uma injeção de R$ 3 bilhões na companhia e não conta mais com a participação do empresário egípcio Naguib Sawiris, que estava alinhado com o Moelis. O plano prevê também a conversão de 88% das dívidas em ações. Na oferta anterior, apresentada somente pelos credores do Moelis, essa porcentagem era de 95%.
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