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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de agosto de 2017. Atualizado às 18h12.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria automotiva

Notícia da edição impressa de 23/08/2017. Alterada em 23/08 às 18h16min

'Brasil é um mercado prioritário para a Peugeot'

Presidente da marca no País, Ana Theresa Borsari lançou o Novo SUV 3008 em Porto Alegre

Presidente da marca no País, Ana Theresa Borsari lançou o Novo SUV 3008 em Porto Alegre


Fredy Viera/JC
Guilherme Kolling
Primeira mulher a presidir a Peugeot no Brasil, Ana Theresa Borsari já havia sido pioneira ao assumir a direção geral da empresa francesa na Eslovênia em 2011. "Foi uma quebra de paradigma mundial, a primeira mulher a dirigir a marca em um país", lembra a executiva, ressaltando que a Peugeot é um grupo tradicional, com de 200 anos de história.
Formada em Direito (USP), a trajetória de Ana Theresa tem outra peculiaridade. Ela atuava no Procon quando ingressou na Peugeot em meados dos anos 1990. "Buscaram alguém da área do consumidor, com visão no cliente", conta, salientando o foco na excelência do serviço.
Depois de anos trabalhando em postos de liderança, o que inclui uma carreira internacional no grupo, a executiva paulista é presidente da Peugeot do Brasil há dois anos. Ana Theresa esteve ontem em Porto Alegre para o lançamento do Novo SUV Peugeout 3008, carro premiado na Europa - onde é fabricado - e que integra a estratégia mundial da marca para firmar um posicionamento de produtos modernos e tecnológicos.
A executiva explica, nesta entrevista ao Jornal do Comércio que, apesar da conjuntura de recessão, o Brasil é um mercado prioritário para a Peugeot, que está presente em 160 países e vendeu 1,9 milhão de veículos no ano passado em todo o mundo. Mas não estão previstos novos aportes em plantas industriais do País - a empresa tem unidade em Porto Real (RJ), desde 2001.
Jornal do Comércio - O que representa o Brasil para a Peugeot hoje?
Ana Theresa Borsari - O Brasil é um dos mercados prioritários no mundo, tanto é que existe uma fábrica aqui (em Porto Real/RJ) e unidade de negócios própria para a América Latina, com ênfase, é claro, no mercado brasileiro. Agora, é um mercado que está em recessão, cujos volumes são muito inferiores ao que se imaginava uns anos atrás. A preocupação é quanto a retomada, com a velocidade dessa retomada nos próximos anos.
JC - Já se fala muito na economia se descolar da política, parar de esperar pelo fim da instabilidade no País. Há uma análise nesse sentido ou se projeta uma retomada a partir de 2018, 2019?
Ana Theresa - Fica muito difícil fazer qualquer prognóstico nesse momento de incerteza. Os indicadores econômicos demonstram já uma pequena reação, então, pode-se imaginar que o mercado automotivo acompanhe esse cenário, mas acredito que essa reação vai ser muito mais lenta. A gente fala muito mais em uma reação em "L" do que uma reação em "V" (em referência ao gráfico de evolução da atividade econômica), como nas últimas crises que a gente viveu.
JC - O lançamento do SUV 3008 leva em conta esse momento ou é uma estratégia de longo prazo?
Ana Theresa - Nossos planos de lançamento são mundiais. Nossa estratégia é de entregar produtos globais e de trazer o que existe de melhor na tecnologia mundial para o Brasil. Então, com crise ou sem crise, traríamos esse carro nesse momento. É um momento muito propício, que coroa o que estamos vivendo no Brasil, a consolidação da marca Peugeot, com o posicionamento mundial de ser uma marca mais premium entre os generalistas.
JC - A General Motors anunciou um investimento de R$ 1,4 bilhão na sua planta em Gravataí, a Volkswagen fará um aporte de R$ 2,6 bilhões em São Bernardo do Campo, há previsão para Peugeot...
Ana Theresa - Nós acabamos de anunciar um grande investimento no Uruguai para industrializar veículos utilitários, estaremos lançando nos próximos meses na Fenatran (Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas). E na Argentina, refizemos completamente a nossa planta em El Palomar, multiplicando a capacidade, é uma grande fábrica, uma das mais modernas do mundo hoje.
JC - Esses investimentos no Mercosul já atendem ao Brasil?
Ana Theresa - Sem dúvida.

Rede de concessionárias passa por reformulação

Eustache, do Grupo Servopa, vê mais confiança no consumidor

Eustache, do Grupo Servopa, vê mais confiança no consumidor


Fredy Viera/JC
Um dos pilares da estratégia da Peugeot para se firmar no Brasil é o trabalho de pós-venda, com oferta de serviços como reboque gratuito por oito anos e garantia de recompra do carro usado. Nesse cenário, a marca francesa fez uma reformulação em sua rede de concessionárias, o que inclui um novo padrão de identidade visual. São 12 lojas no Rio Grande do Sul.
As quatro concessionárias da Região Metropolitana (duas em Porto Alegre, uma em Canoas e outra em Novo Hamburgo) são operadas pelo Grupo Servopa - com base no Paraná, e que tem 40 unidades incluindo outras marcas como Volkswagen, Hyundai, Audi e Honda. A empresa foi premiada pela Peugeot Brasil pelas vendas que, na contramão do País, cresceram 17% no ano passado.
O diretor-superintendente do Grupo Servopa, Eustache Jean Tsiflidis Júnior, também veio a Porto Alegre para o lançamento do SUV Peugeot 3008 e espera nova alta nas vendas com o novo modelo. "A chegada do 3008 agrega. Todos os carros que recebemos no mês de agosto já foram vendidos e temos fila de espera. Com esse sucesso, tende a crescer mais a venda", projeta.
O executivo vê uma melhora do cenário nacional, com maior confiança do consumidor. "O brasileiro está encontrando um caminho de descolamento (da economia da política). Todo mundo está cansado do noticiário, parece um disco riscado. As pessoas estão indo à luta, estão mais seguras. E essa segurança é que está fazendo o mercado reagir, principalmente nos últimos meses."
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