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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de agosto de 2017. Atualizado às 23h13.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 18/08/2017. Alterada em 17/08 às 21h50min

Agesolar quer isenção maior para fonte solar

Corrêa conta que o investimento é recuperado em torno de seis anos

Corrêa conta que o investimento é recuperado em torno de seis anos


JONATHAN HECKLER/JONATHAN HECKLER/JC
Jefferson Klein
O Decreto Estadual nº 52.964 estabeleceu, desde o ano passado, a isenção de ICMS sobre a mini e a microgeração de energias limpas e renováveis no Rio Grande do Sul, o que, entre outras fontes, abrangeu a solar. Agora, além do benefício dado para a geração da eletricidade, o presidente da Associação Gaúcha de Energia Solar (Agesolar), Rodrigo Corrêa, sugere que seja retirada a cobrança do imposto sobre os equipamentos utilizados nessa atividade, como, por exemplo, os painéis fotovoltaicos. A instituição foi fundada no final de 2016, reunindo fabricantes e instaladores que atuam no segmento da energia solar, e conta hoje com 38 empresas integrantes.
Jornal do Comércio - Além da isenção de ICMS para a geração de energia solar feita para atender ao consumo próprio de residências, comércios e indústrias, que nova ação pode ser tomada para fortalecer o setor?
Rodrigo Corrêa - Existe uma lei que concede isenção de ICMS aos equipamentos ligados à energia eólica. Estamos cobrando o governo do Estado, e nada mais justo que estenda a regra para outras energias renováveis, entrando a solar. É a isenção no produto em si, na estrutura.
JC - Qual a sua avaliação quanto ao desenvolvimento do mercado fotovoltaico?
Corrêa - Como é um mercado novo, principalmente no Brasil, todos querem entrar. Nós criamos, inclusive, um selo da Agesolar para as pessoas saberem que a empresa que tiver essa identificação está trabalhando dentro das normas, dentro de um conceito de qualidade. Além de lidar com eletricidade, que é perigosa, é um investimento para 30 anos, então não dá para comprar gato por lebre.
JC - O próximo passo é elevar a qualificação das companhias que atuam na área?
Corrêa - Sim, isso é extremamente importante. Se um painel for colocado em um ângulo errado, se for colado no telhado, sem ventilação, já se perde de 5% a 10% da produção. O projeto é fundamental, pois o cliente só vai se dar conta de eventuais problemas um ano depois, quando fizer a média dos 12 meses de geração de energia.
JC - Que medidas o consumidor pode tomar para não ser enganado ou se decepcionar?
Corrêa - A primeira coisa que o cliente tem que fazer é exigir a marca do painel e ver se está dentro da classificação Tier 1 (distinção concedida pela Bloomberg New Energy Finance Corporation). Também é importante ver a marca do inversor (que transforma a corrente contínua em alternada) e observar se a estrutura (dos painéis fotovoltaicos) é resistente e tem uma condição de refrigeração em que passe o vento.
JC - Existe alguma regulamentação sobre qual o profissional habilitado a instalar painéis fotovoltaicos?
Corrêa - Não há uma regulamentação e é essa a nossa preocupação. O certo seria o trabalho ser feito por um engenheiro, um pessoal com curso especializado. Estamos, juntos com a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), tentando enquadrar algumas normas.
JC - Qual o custo médio para a implantação de um sistema fotovoltaico?
Corrêa - Cerca de metade das residências apresentam um consumo que, para ser atendido, precisaria de um sistema que não custa mais do que R$ 30 mil. Quem gasta com a conta de luz acima de R$ 200,00 ao mês já vale a pena colocar o sistema. O tempo de retorno do investimento é em torno de seis anos.
JC - O setor industrial já se voltou para a geração solar?
Corrêa - As indústrias estão se dando conta que a energia solar ajuda o planeta, sendo sustentável, e que, depois da mão de obra, o maior custo de uma empresa hoje é a eletricidade. Então, o uso da fonte solar vai ajudar na competitividade das companhias.
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