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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de agosto de 2017. Atualizado às 00h23.

Jornal do Comércio

Economia

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Emprego

Notícia da edição impressa de 10/08/2017. Alterada em 10/08 às 00h11min

Brasil ganhou 35,9 mil vagas de trabalho em julho

Depois de 33 meses consecutivos de perda, a construção civil registrou contratações maiores que demissões

Depois de 33 meses consecutivos de perda, a construção civil registrou contratações maiores que demissões


/ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
O mercado de trabalho brasileiro abriu 35,9 mil vagas formais em julho. É o quarto mês consecutivo com saldo positivo e o quinto mês do ano. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgadas ontem.
O saldo de julho resulta da diferença entre 1.167.770 admissões e 1.131.870 demissões no mês passado. De janeiro a julho, há saldo positivo acumulado de 103.258 novas vagas.
O saldo positivo mensal foi impulsionado pelo setor da indústria da transformação, que criou 12.594 vagas, puxado pelo segmento de produtos alimentícios e de material de transporte. Em segundo lugar ficou o comércio, com resultado positivo de 10.156 vagas; seguido por serviços, que respondeu por 7.714 contratações; e a agropecuária, por 7.055. A construção civil, depois de 33 meses consecutivos de perda, abriu em julho 724 vagas.
"São empregos que não decorrem de uma sazonalidade e têm muito a ver com o poder de compra do consumidor", comentou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Por outro lado, fecharam vagas no mês de julho os setores de serviços industriais de utilidade pública (-1.125), administração pública (-994) e a área extrativa mineral (-224).
Segundo Nogueira, a liberação para saque do saldo das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) contribuiu com o resultado positivo. "Foram liberados para o trabalhador
R$ 44 bilhões das contas inativas do FGTS. O trabalhador teve o direito de usufruir desse dinheiro da forma mais conveniente. Ou pagar contas, ou utilizar esse dinheiro para fazer investimentos. E isso influenciou no crescimento (do emprego) da indústria da transformação", disse.
O ministro previu, ainda, que o Brasil não vai ter mais números negativos em emprego até novembro. "No mês que vem, teremos números bem melhores", disse Nogueira. Segundo ele, contribuirão para a criação de vagas os investimentos já programados da montadora de veículos General Motors no Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná. Ele reafirmou que as mudanças trazidas pela reforma trabalhista têm potencial para criação de 2 milhões de empregos nos próximos dois anos.

Rio Grande do Sul fechou 1.149 empregos durante o mês passado

A pesquisa do Caged registrou crescimento no número de vagas em quatro regiões do País: Centro-Oeste ( 12.211 postos), Sudeste ( 11.764 postos), Nordeste ( 6.641 postos) e Norte ( 5.346 postos). A exceção foi justamente a região Sul, que registrou o fechamento de 62 postos de trabalho no mês.
O Rio Grande do Sul foi o responsável pela queda nos números da região Sul. O Estado fechou 1.149 empregos no mês de julho, enquanto que no Paraná foram abertas 959 vagas e, em Santa Catarina, 128 postos de trabalho.
O principal setor responsável pelo mau desempenho gaúcho foi a indústria, que teve queda de 1.361 vagas, concentradas no segmento de borrachas, fumo, couros, peles e similares (-1.264 postos de trabalho). O destaque positivo no Estado ficou com agricultura, silvicultura, criação de animais e extrativismo vegetal, setor que abriu 449 vagas.
O desempenho do Rio Grande do Sul foi o quarto pior do País no mês, atrás de Rio de Janeiro (9.320 vagas), Espírito Santo (1.841 vagas) e Mato Grosso do Sul (1.827 vagas). No caso do Rio de Janeiro, os principais responsáveis pelo fechamento de vagas foram os setores da construção civil e serviços. O maior destaque positivo foi São Paulo, que abriu 21.805 postos.

Problemas técnicos afetaram divulgação de dados do Caged

Nem todos os dados do Caged foram divulgados ontem por "problemas técnicos no Dataprev" e também porque "houve antecipação da agenda" da divulgação, segundo o coordenador-geral de estatísticas do Ministério do Trabalho, Mario Magalhães. "A gente não conseguiu resolver os problemas técnicos a tempo que poderíamos ter resolvido com outra agenda", disse. Com a antecipação, o Dataprev - empresa estatal que gerencia os dados - não conseguiu, por exemplo, processar as declarações entregues fora do prazo. "Por isso, não temos a série histórica", disse.
Entre os dados não apresentados à imprensa, está o número de vagas criadas nos 12 meses até julho de 2017 - dado normalmente divulgado junto com o dado mensal. Segundo o técnico do ministério, os indicadores que não foram anunciados ontem serão divulgados pela internet na próxima semana.
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