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Porto Alegre, terça-feira, 08 de agosto de 2017. Atualizado às 23h48.

Jornal do Comércio

Economia

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Emprego

Notícia da edição impressa de 09/08/2017. Alterada em 08/08 às 20h44min

Crise econômica prejudica mais os jovens, diz estudo

As mulheres acabaram perdendo mais postos de trabalho no período

As mulheres acabaram perdendo mais postos de trabalho no período


/ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
Carolina Hickmann
Enquanto em 2015 cerca de 484 mil jovens estavam ocupados, no ano passado o número caiu 9,9%, para 436 mil - reflexo das condições econômicas adversas que atingiram diretamente os serviços, setor no qual estão 51,5% dos jovens ocupados. Os dados foram divulgados pelo informe especial sobre a inserção no mercado de trabalho da população jovem na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), que compreende a faixa etária de 15 a 29 anos, realizado pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) em conjunto com outras entidades.
Pela pesquisa a taxa de desemprego da juventude inflou 26,6% entre 2015 (15,4%) e 2016 (19,5%) e o número de jovens desempregados subiu 17 mil no ano passado em relação a 2015, totalizando 106 mil. "Os jovens foram os mais afetados, posto que, da população ocupada em geral, a queda foi de 23,3% justamente por estarem tão atrelados aos serviços", explica a economista do Dieese, Virgínia Donoso.
Neste contexto, as mulheres são as mais atingidas. Para elas, o índice teve queda de 50,2% em 2015 e 44,6% em 2016. Para os homens, o número passou de 59,1% para 54,4% no período. "As mulheres representam 62,1% dos jovens empregados nos serviços, setor diretamente impactados pela recessão econômica em 2016", diz Virgínia.
Em questão de rendimento médio, as mulheres tiveram menor queda ao registrar diminuição de 1,1%, enquanto os homens registraram decréscimo de 8,3%. Virgínia lembra que o número está maquiado, já que elas acabaram perdendo mais postos de trabalho, o que não reflete nos valores recebidos.
O dado positivo fica por conta da qualificação. A parcela de jovens com Ensino Médio completo, que era 32% em 2000, passou para 45,6% em 2016. O número de jovens com Ensino Superior completo passou de 3,6% para 6,2% no mesmo período e a parcela com Ensino Fundamental incompleto caiu de 32,7% em 2000 para 14,8% no ano passado. O número de jovens que apenas estuda passou de 23,7% em 2015 para 26,3% no ano passado, e os que estudam e trabalham caiu de 16,3% para 14,8%.
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