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Porto Alegre, terça-feira, 08 de agosto de 2017. Atualizado às 14h24.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 08/08/2017. Alterada em 07/08 às 21h59min

Futuro do turismo passa por aprimorar experiência

Ao curtir um post sobre o Caribe, o consumidor mostra inclinação sobre determinado tipo de viagem

Ao curtir um post sobre o Caribe, o consumidor mostra inclinação sobre determinado tipo de viagem


/FREEIMAGES/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Big Data, Inteligência Artificial, mobilidade e realidade virtual, cada vez mais, farão parte do rotina dos amantes de viagens. Se eles estão comprando pacotes pela internet ou agências tradicionais, pouco importa. A única certeza é que estas experiências serão cada vez mais modificadas pelas novas tecnologias.
É um mercado em transformação, o que inclui a própria mudança de comportamento das pessoas, que estão mais dispostas a compartilhar suas casas e automóveis. As redes hoteleiras tradicionais, por exemplo, precisam competir agora com startups como o Airbnb, que oferece a possibilidade de os consumidores se hospedarem na casa de outros usuários no mundo todo, e de fazerem as reservar direto no seu site.
Da mesma forma, as agências de turismo disputam agora o mercado com dezenas de sites que oferecem pacotes comprados diretamente pela internet, sem intermediários. "A entrada destes novos modelos de negócios tem efeitos perversos para os comerciantes tradicionais, mas eles também precisam enxergar as oportunidades que podem se abrir", sugere o country manager da Amadeus no Brasil, Paulo Rezende. A Amadeus fornece soluções para a indústria de viagens e tem como clientes companhias aéreas, hotéis, distribuidores de produtos turísticos e compradores de viagens, entre outros.
A tecnologia cria novos modelos de negócios por um lado e, por outro, dá mais condições para as empresas tradicionais, como companhias aéreas e hotéis, conhecerem melhor os seus clientes. Isso inclui a possibilidade de as companhias aéreas, operadoras e agências, por exemplo, trabalharem a massa de dados disponíveis hoje em dia para criar ofertas personalizadas para os viajantes.
Um relatório recente publicado pela A.T. Kearney, "E se? Imaginando o futuro da indústria de viagens" identifica tendências de personalização e viagem integrada como principais impulsionadoras do sucesso nos próximos cinco a sete anos.
A tecnologia permite a agregação dos dados do consumidor e a utilização de Inteligência Artificial para aprender sobre o comportamento do viajante. Usando esses dados cruzados com os de redes sociais, por exemplo, é possível ver se um determinando viajante curtiu um post sobre o Caribe ou Las Vegas, o que pode mostrar uma inclinação para determinado tipo de viagem "Tudo gira em torno da possibilidade de ter dados disponíveis e fazer melhor uso deles", diz Rezende.
A criatividade é o limite. Algumas agências já estão trabalhando com realidade virtual, oferecendo a possibilidade de um cliente vivenciar a experiência de viajar na primeira classe de uma companhia aérea. "O agente de viagem tradicional tem que tirar vantagem das tecnologias disponíveis atualmente para conseguirem automatizar processos e melhorar a eficiência", sugere.

Agência virtual proporciona um atendimento mais próximo das reais

Alexis Manach Divulgação Zarpo

Alexis Manach Divulgação Zarpo


ZARPO/DIVULGAÇÃO/JC
Hoje em dia, a grande vantagem para quem opta pelas agências de turismo ao invés de comprar pelo site um pacote de viagem, por exemplo, é a aposta de que o player tradicional terá um maior conhecimento do seu perfil. Além do fato, claro, de que se surgir algum imprevisto, o consumidor terá a quem recorrer. Muitas vezes, um horário de voo alterado afeta toda a viagem, como diária no hotel e reserva com a locadora de carro. "As agências on-line são uma opção para o cliente mais sensível a preço conseguir fazer uma melhor comparação de tarifas, mas não facilita a vida na montagem de uma viagem completa", afirma o country manager da Amadeus no Brasil, Paulo Rezende.
Mas, e se uma agência on-line conseguir oferecer uma experiência similar às tradicionais, inclusive com a presença de um atendente virtual para acompanhar cada passo da viagem? Essa é a proposta da Zarpo, agência on-line de turismo premium.
O conceito é o de um clube fechado, no qual é preciso ser convidado para entrar. "Queremos oferecer aos viajantes a comodidade das agências de turismo tradicionais, aliada às novas tecnologias capazes de criar o hábito de viajar mais prazeroso", afirma o cofundador do Zarpo, Alexis Manach.
A tecnologia está presente desde a usabilidade do aplicativo e do site até a personalização de conteúdos, estratégia de relacionamento com os clientes e a inteligências das notificações.
Manach relata que o Zarpo resolve dois sofrimentos no planejamento de uma viagem. Uma é a do consumidor saber que está conseguindo o melhor preço para um hotel e o outro é saber se é de qualidade. Para resolver isso, a empresa faz uma seleção dos parceiros - hoje são cerca de 300 a 400 opções no site. 
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