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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 00h36.

Jornal do Comércio

Economia

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GESTÃO

Notícia da edição impressa de 03/08/2017. Alterada em 02/08 às 21h41min

'Maior ativo das empresas é o capital reputacional', afirma Silva Junior

Antonio Batista da Silva Junior falou a empresários gaúchos

Antonio Batista da Silva Junior falou a empresários gaúchos


MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Adriana Lampert
A simetria entre a imagem e a identidade de uma organização, ou seja, o seu capital reputacional, tornou-se o principal ativo das empresas em uma era de intensas transformações, na visão do presidente executivo da Fundação Dom Cabral, Antonio Batista da Silva Junior. Na contramão, o País vive uma crise de liderança e de confiança nas instituições, destaca o especialista, que coordena a escola de negócios destinada ao desenvolvimento e à capacitação de executivos, empresários e gestores públicos desde janeiro de 2016. Com o tema Muito Além da Performance Financeira - A Construção do Legado e o Papel do Novo Líder, Silva Junior palestrou no Tá na Mesa da Federasul.
O executivo lamentou o fato de, "hoje em dia, a instituição mais crível no Brasil" ser o Exército. "Não era para ser assim em um país pacífico. Para piorar, na outra ponta estão políticos e empresários", destacou. Ao afirmar que "pior que a crise é a desesperança da sociedade", Silva Junior alertou a plateia de empresários presentes no encontro de que é urgente o advento de novas lideranças no País. "Precisamos de líderes sociais, políticos, empresariais, capazes de construir uma nova ética, de inclusão, capazes de pensar de forma sistêmica e a longo prazo", afirmou. Neste sentido, segundo o executivo, investir em qualidade da educação é o "único caminho eficaz". "Existem 50 milhões de jovens até 24 anos no País, esta é a última geração antes da curva do envelhecimento aumentar - e, portanto, nossa última chance de modificar o cenário atual."
Silva Junior comentou que acredita que, no ano que vem, deverá ocorrer 70% de renovação no Congresso. "Estamos vivendo uma crise política associada a uma crise econômica/social instalada, que deve ser rompida com transparência e diálogo, envolvendo um novo projeto de País." O especialista ainda lembrou que, em todo o mundo, organizações e indivíduos passam por grandes modificações e que conceitos como justiça, desmaterialização dos produtos (músicas e livros, por exemplo) e compartilhamento têm impactado cada vez mais as empresas na esfera do poder. Silva Junior observou que os proprietários dos meios de produção estão deixando de concentrar poder enquanto consumidores têm se apropriado do mesmo, apoiados pela tecnologia.
"Ao mesmo tempo que surgem novos modelos de negócios, vivemos um modelo de transição que exige um novo perfil de liderança nas grandes corporações - que não é só o de apresentar bons resultados financeiros, mas sim sustentáveis e que gerem capital reputacional." A segunda tarefa do empresário é dialogar com stakeholders, e a terceira é a de deixar um legado para a empresa e para a sociedade, observa Silva Junior. "Ninguém questiona o desempenho operacional de grandes empresas, mas a sociedade já questiona seu capital reputacional", provocou o palestrante.
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