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Porto Alegre, terça-feira, 29 de agosto de 2017. Atualizado às 23h08.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 30/08/2017. Alterada em 29/08 às 20h47min

A mesmice da reforma política

Com a viagem do presidente Michel Temer (PMDB) à China, com Rodrigo Maia (DEM) assumindo a presidência da República, e com deputados acompanhando o chefe da nação à reunião do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na expectativa de atrair investimentos para o pacote de privatizações, assumiu a presidência da Câmara dos Deputados o segundo vice-presidente da Casa, o jovem parlamentar André Fufuca (PP-MA). Não há consenso entre os partidos sobre o novo sistema eleitoral, mas Fufuca chega com uma enorme disposição de colocar em votação a reforma política, em busca de celeridade. Caberia, inicialmente, ao primeiro-vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), assumir o comando da Casa, mas o peemedebista viajou com Temer.
Expectativa, mas sem chances
Há grande expectativa em torno da votação da reforma política, mas os parlamentares não acreditam que, a essa altura do campeonato, alguma coisa possa mudar. Para que as mudanças eleitorais em discussão (como a adoção de um novo sistema eleitoral e a criação de um fundo eleitoral) possam valer nas eleições de 2018, terão de ser aprovadas em dois turnos na Câmara, e igualmente no Senado, até o início de outubro.
Não muda nada
A respeito da reforma política, o deputado federal gaúcho Heitor Schuch (PSB) respondeu: "eu acho que não vai mudar absolutamente nada, vai ficar mais ou menos tudo igual como antes, sistema proporcional. Não passa distrito, o fundo, aquele já caiu na semana passada. Foi para o próprio fundo vergonhoso, afundou; esse é o termo certo". Na avaliação do deputado, "talvez se consiga aí, eu não sei se tem muita probabilidade, quero crer que não tenham os votos que precisam, mas certamente vai se fazer uma tentativa, para dizer que foi feito alguma coisa, mexer na cláusula de barreira, ou cláusula de desempenho, e na história do fim das coligações".
Corrida com o calendário
Segundo Heitor Schuch, "vamos olhar para o calendário. Na ausência do presidente, e o Fufuca, na minha opinião, não segura essa parada. Mas vamos imaginar que segure. Está bom, veio o Divino Espírito Santo e iluminou o rapaz, e ele consegue quórum e tudo direitinho e tal, e vota; pronto. É uma situação. Mas tem que votar de novo né, são duas votações na Casa. E depois duas votações no Senado. Sem ninguém mudar nada, porque se mudar vai ter que voltar para a Câmara. Eu acho que vamos é entrar no decurso de prazo, porque o relógio não para, e fica tudo como está".
 
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