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Porto Alegre, quarta-feira, 04 de outubro de 2017. Atualizado às 22h40.

Jornal do Comércio

Panorama

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artes visuais

Notícia da edição impressa de 15/08/2017. Alterada em 16/08 às 23h01min

Santander Cultural realiza primeira exposição queer do Brasil

Ataque Automático, quadro de Milton Kurtz que está na exposição Queermuseu no Santander Cultural

Ataque Automático, quadro de Milton Kurtz que está na exposição Queermuseu no Santander Cultural


SANTANDER CULTURAL/SANTANDER CULTURAL/DIVULGAÇÃO/JC
Cristiano Vieira
Com um recorte inédito em museus da América Latina, o Santander Cultural (Sete de Setembro, 1.028) abriu suas portas para a primeira exposição queer realizada no Brasil. De origem inglesa, o termo é utilizado para designar pessoas que não seguem o padrão da heterossexualidade ou de gênero definido - notadamente gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.
Queermuseu - Cartografias da diferença na América Latina tem mais de 270 obras (oriundas de coleções públicas e privadas) que percorrem o período histórico de meados do século XX até os dias de hoje. A iniciativa explora a diversidade de expressão de gênero e a diferença na arte e na cultura.
> Vídeo: mergulhe na mostra com o quadro Olha Só!, do colunista Ivan Mattos:
Com curadoria de Gaudêncio Fidélis, a mostra propõe um diálogo entre as obras e promove o questionamento entre realidade material e conceitual e seus desdobramentos. "Uma exposição queer, que busca não ditar ou prescrever regras, discute questões relativas à formação do cânone artístico e a constituição da diferença na arte. Para esta plataforma curatorial levei em conta aspectos artísticos, culturais e históricos de cada trabalho", afirma o curador.
A exposição, que adota um modelo de disposição não cronológica, mostra que a diversidade surge refletida no modelo artístico observada sob aspectos da variedade e da diferença. Pintura, gravura, fotografia, serigrafia, desenho, colagem, cerâmica, escultura e vídeo são apresentadas por meio de 85 artistas. Inclui nomes como Adriana Varejão, Ana Norogrando, Angelina Agostini, Antonio Caringi, Cândido Portinari, Fernando Baril, Hudinilson Jr., Lygia Clark, Leonilson, Nino Cais e Sandro Ka.
Os trabalhos buscam dar projeção à arte e à cultura por meio de questões artísticas que ultrapassam diversos aspectos da vida contemporânea, na constituição formal dos objetos, nos hábitos, nos costumes, na moda, na diversidade comportamental e geracional e na evolução da estética.
Queermuseu é, sobretudo, segundo Fidélis, uma exposição sobre diferenças e expressão de gênero. "A mostra leva mais longe a ideia de diversidade e de inclusão, em um momento em que preconceito, racismo e homofobia são mais discutidos que nunca", afirma. Para o superintendente executivo da Rede Sul do Santander, o termo diferença cai como uma luva para a trajetória do banco. "Nossa instituição resulta de mais 100 fusões realizadas ao longo de muitos anos. A diferença sempre fez parte da nossa história", conta Paulo Silva.
A produção artística e cultural queer ganha cada vez mais espaço em instituições culturais internacionais. Em 2010, Hide/Seek: Difference and Desire in American Portraiture, realizada pela National Portrait Gallery da instituição Smithsonian, em Washington, apresentou uma produção moderna e contemporânea. Já Ars Homo Erotica, vista no Museu Nacional da Polônia, em Varsóvia, percorreu um arco histórico da arte grega à contemporaneidade.
Recentemente, inaugurou na Tate Britan, em Londres, Queer British Art (1861-1967), com um conjunto de exposições de caráter histórico. O tema é essencial para entender a sociedade contemporânea. "Uma exposição é um espaço de conflito de ideias, de variadas crenças e é bom que seja assim, porque fomenta o diálogo", conclui Fidélis. 
Serviço: Queermuseu - Cartografias da diferença na América Latina pode ser visitada a partir de amanhã, com entrada franca, até 8 de outubro, de terça-feira a domingo.
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Comentários
Douglas Daniel 04/10/2017 22h05min
Artistas que fazem arte erótica não são artistas e deveriam ser criminalizados. Essas obras são absurdas. Não aconteceriam em países em que a igreja ainda cuida da política. E as mulheres em vez de ficar fora de casa, cuidam de suas famílias. Por isso os partidos evangélicos são a única solução para esse Brasil que está virando um prostíbulo.
Arthur Steagall Condé 14/09/2017 22h30min
Um lixo apresentado a crianças. Santander vilipendiando a honra das famílias, a pureza de nossas crianças. Repudio essa pseudo intelectualidade a respeito desses temas nocivos e notadamente degradantes da civilização.