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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de julho de 2017. Atualizado às 00h03.

Jornal do Comércio

Política

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Crise no Planalto

Notícia da edição impressa de 27/07/2017. Alterada em 26/07 às 23h55min

Aliados de Temer já têm 257 votos contra denúncia

Os votos estão sendo contabilizados pelo vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur

Os votos estão sendo contabilizados pelo vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur


LUCIO BERNARDO JR/Câmara dos Deputados/Divulgação/JC
O Palácio do Planalto e líderes aliados trabalham para obter o maior placar possível contra a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente Michel Temer (PMDB), na votação da próxima quarta-feira, 2 de agosto, no plenário da Câmara dos Deputados. Segundo interlocutores, o "tamanho da base" na votação definirá a continuidade da agenda econômica no Congresso Nacional, notadamente o tamanho de uma reforma da Previdência.
A avaliação entre aliados e oposição é que Temer deve vencer a etapa da votação, porque seus opositores não têm os 342 votos necessários para aprovar a denúncia e a consequente autorização para processar Temer em ação penal.
Segundo os levantamentos internos, a base aliada hoje já teria ao menos 257 dos votos - maioria dos 513 deputados -, um patamar simbólico a ser atingido. A partir deste número, segundo aliados, "é lucro". O ideal é ter mais de 280 votos. A ideia é usar a votação para mostrar a força do governo Temer, diante do desgaste político e econômico que enfrenta.
Em encontro realizado em São Paulo, as cúpulas do PSDB e do DEM avaliaram a situação e também concordaram que o número de votos ditará o tamanho da base para aprovar ou não as reformas. O líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB), disse que o governo tem como rejeitar a denúncia e que a própria oposição admite que não há votos suficientes. São necessários 2/3 dos 513 deputados, ou 342 votos, para o processo seguir. Temer precisaria de apenas 172 para barrá-lo.
O rito estipulado pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ajuda a forçar a oposição a registrar presença. Isso porque os debates sobre a denúncia começarão com apenas 52 deputados em plenário.
"Acredito que a pior resposta que o Congresso pode dar é a omissão, a inércia, é não votar e deixar o Brasil sangrando. Acredito que terá quórum, sim, no dia 2 e que haverá uma base sólida para derrubar a denúncia. O desafio será o da governabilidade a partir deste passo, a margem de maioria que haverá para o governo a partir do dia 2. A oposição também admite que não tem os votos, ou seja, deve comparecer. A pior resposta neste momento é a inércia e a omissão", disse Efraim.
Mas o líder admite que o governo tomou um "remédio amargo" ao aumentar impostos para conter a crise fiscal. "É um remédio amargo, e é claro que a sociedade não apoia um aumento de impostos, mas, numa situação de desequilíbrio fiscal ao qual o Brasil se encontra, não sobrou outra alternativa. É preciso, sim, vir seguido de corte de gastos e pensar em equilibrar a situação fiscal, porque a solução para o Brasil não pode ser o aumento de impostos", completou.
Os votos sobre a denúncia de Temer estão sendo contabilizados pelo vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), que avalia uma margem de 267 votos. Ele articula e repassa a Temer a lista de deputados indecisos para que o presidente entre em contato por telefone.
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