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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 10h04.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

Notícia da edição impressa de 13/07/2017. Alterada em 13/07 às 10h08min

Prisão de Lula pode afetar cenário eleitoral para 2018

Sem Lula, Stela e Pepe avaliam que esquerda fica prejudicada na disputa

Sem Lula, Stela e Pepe avaliam que esquerda fica prejudicada na disputa


FOTOS ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
Marcus Meneghetti
A decisão do juiz federal Sérgio Moro de condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a prisão pode afetar o cenário político das eleições de 2018. Hoje, Lula é visto como o candidato petista ao Palácio do Planalto nas eleições do ano que vem, mas, se o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) condenar o ex-presidente - a segunda instância -, ele ficará inelegível.
As principais lideranças gaúchas do PT acreditam que a decisão de Moro teve duas intenções: impedir a candidatura de Lula à presidência da República e desviar a atenção do País da decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados quanto à abertura de processo por corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB).
Caso Lula fique inelegível, alguns petistas gaúchos defendem que o partido abra mão da cabeça de chapa, em prol de outro candidato ao Planalto. A deputada estadual Stela Farias (PT) é uma delas, mesmo acreditando que o TRF-4 vai reverter a decisão de Moro. 
"Se o partido não tiver o nome de Lula, temos que pensar, sim, em abrir mão da cabeça de chapa e apoiar outro candidato. Mas, sem o Lula, não só o PT como a esquerda brasileira vão passar por uma dificuldade muito grande de fazer um presidente. A esquerda ainda não produziu um nome da estatura do presidente Lula", analisou Stela - que fez questão de dizer que é a sua opinião, não a da bancada de deputados estaduais, da qual é líder.
Para a petista, entre os nomes que estão postos hoje, o pré-candidato Ciro Gomes (PDT) seria o nome mais próximo de um eventual apoio dos petistas: "O Ciro, do PDT, é sim um nome dentro nosso campo político, mesmo com todas as contradições e dificuldades que temos em nos relacionar com o seu partido".
O presidente estadual do PT, deputado federal Pepe Vargas, afirma que, "se houver condenação em segunda instância, a eleição de 2018 vai ocorrer sob o signo da fraude", pois "não há provas suficientes para condenar o ex-presidente, além do depoimento oriundo de um acordo de delação premiada".
O ex-deputado estadual Raul Pont (PT) acredita que, mais importante que lançar Lula como candidato a presidente, é construir uma frente ampla com partidos de esquerda. "Podem proibir o Lula de ser candidato (caso se torne inelegível), mas não podem impedir ele de fazer campanha. Então ele vai participar das eleições como cabeça de chapa ou o grande eleitor", opinou Pont.
Apesar de uma candidatura nacional dar mais força às estaduais - e vice-versa -, os petistas sustentam que o diretório gaúcho tem bons nomes à disposição para concorrer ao Palácio Piratini em 2018, independentemente de lançar concorrente ao Planalto. Entre os nomes citados por Stela, estão o dos ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra e do senador Paulo Paim. Pont acrescentou o nome do ex-ministro Miguel Rossetto. 
Na Assembleia Legislativa, adversários políticos dos petistas também comentaram a decisão de Moro. O deputado estadual Tiago Simon (PMDB) avaliou que a condenação de Lula "vai exercer influência no cenário político de 2018, porque é o primeiro ex-presidente condenado pela Justiça e, a partir desse momento, a sua candidatura fica sob judice". Frederico Antunes (PP) disse que, "mesmo que em primeira instância, a condenação de um ex-presidente repercute bastante. Mexe com estrutura política de quem está condenado e com o partido".
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