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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de julho de 2017. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Política

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crise política

Notícia da edição impressa de 04/07/2017. Alterada em 03/07 às 22h32min

Temer diz ter certeza que Câmara barrará denúncia

Denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot,

Denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot,


JOSÉ CRUZ/ABR/JC
O presidente Michel Temer (PMDB) disse ontem que tem "quase certeza absoluta" de que a Câmara dos Deputados não aceitará a denúncia em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o acusa de crime de corrupção passiva.
"Quando você vê a tal da denúncia, vê logo sua inépcia, é frágil, inconsistente", afirmou o peemedebista à rádio Band News FM.
Ele disse contar com o voto dos indecisos para garantir que a Câmara dos Deputados não autorize abertura de investigação no Supremo Tribunal Federal.
"Há cerca de 366 deputados indecisos, que são aqueles que vão dar o seu voto no último momento, porque os que são contra são contra mesmo", afirmou Temer. "Tenho certeza quase que absoluta" que o processo será interrompido, disse.
Levantamento feito pela Folha de S.Paulo mostrou que mesmo a base do governo está reticente em declarar apoio a ele. São necessários os votos de 342 deputados para que a denúncia seja aceita.
Dos 513 deputados, 45 disseram que votarão contra a aceitação da denúncia. Outros 130 disseram que apoiarão a continuidade do processo; 112, que ainda não sabem; e 57 não quiseram se posicionar. Outros 168 não retornaram os pedidos da reportagem.
Entretanto, contas preliminares feitas pelos articuladores de Temer na Câmara apontam que o governo ainda não tem os votos necessários para derrotar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a denúncia de corrupção feita contra o presidente.
Mapas de votação feitos por líderes governistas mostram que o governo tem assegurados apenas 30 votos a favor de Temer entre os 66 integrantes da comissão. Há 21 indecisos que têm demonstrado insatisfação com o Planalto.
Temer precisa de 34 votos para garantir que a CCJ recomende o arquivamento da denúncia, que depois ainda precisará ser votada em plenário.
 
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