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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de julho de 2017. Atualizado às 23h50.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 06/07/2017. Alterada em 05/07 às 18h43min

Mensagens subliminares

Leci Maria Soriano Bobsin Corrêa
Seja no trabalho ou no lazer, somos constantemente desafiados e incitados a nos ambientar com as redes sociais da atualidade. As novas ferramentas tecnológicas revolucionaram as comunicações de tal forma que a ciência pouco tempo teve para investigar o impacto que estas representam na maneira como nos relacionamos e nos comportamos.
A utilização dos emotions ou emojis, por exemplo - ícones que expressam nossa comunicação via WhatsApp, Instagram, Facebook etc. -, nada mais são do que os sentimentos que queremos demonstrar ao outro, bem como saber o que a outra pessoa pensa e sente. Em um nível inconsciente, utilizamos mensagens subliminares na busca de aprovação das nossas ações e emoções, assim como queremos entender as atitudes do outro; dessa forma, obtemos feedbacks constantes para regular nossos atos e sentimentos. São figuras representativas, como carinhas, corações e sinais, que podem demonstrar amor, raiva, tristeza, choro, alegria, dentre tantas que surgem todo o dia, da mesma forma que as representaríamos por meio de palavras, gestos e olhares no nosso cotidiano. Vale ressaltar que a comunicação pictográfica não surgiu para substituir a palavra, mas para ocupar o lugar de formas não verbais da comunicação, desde que utilizada com cautela. Ao recebermos constantes notificações dessa natureza, estamos nos submetendo a uma dupla dependência: a tecnológica, que decorre das facilidades que ela proporciona e a psicológica, por ativar o sistema de recompensa do nosso cérebro, nos tornando vítimas do lado perverso dessa tecnologia, impondo a necessidade de interagirmos dentro de uma linguagem ainda pouco conhecida, sob pena de não nos tornarmos inteligíveis.
Estas diferentes formas de comunicação que incorporamos diariamente nada mais são do que a inevitável dependência de afeto e aceitação, por meio de uma ferramenta que ainda estamos tentando nos habituar e adaptar.
Psicóloga, professora e administradora
 
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