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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de julho de 2017. Atualizado às 23h50.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 06/07/2017. Alterada em 05/07 às 18h42min

Porto Alegre, soluções e realidade

José Maria Rodrigues de Vilhena
A humanidade é a única espécie animal deste planeta capaz de alterar, em larga escala, o ambiente, a fim de atender a suas necessidades. O homem é produto do meio e possui o poder de transmutá-lo. A urbe é cabal exemplo deste fato.
Narro este introito para comentar acerca da mobilização da prefeitura para conduzir a questão do lixo urbano. Os contêineres destinados ao recolhimento de detritos estão sendo mal utilizados, infelizmente. Onde deveria ser depositado resíduo orgânico, a população coloca lixo seco, gerando ineficiência ao processo de reciclagem e imundice em torno destes depósitos. A utilização deste equipamento melhorou a condição estética e ambiental da Capital, que, até sua implantação, tinha as ruas horrivelmente ornadas por sacos plásticos, muitas vezes abertos, com os conteúdos espalhados sobre as calçadas. Ainda que tardia, foi louvável ação da administração pública. A equivocada utilização do equipamento encontra resposta na falta de conscientização dos habitantes, pessoas condicionadas à perspectiva de consumir e descartar, sem tomar importância de nada mais. A nossa civilização traz no seu bojo a ideia de consumir o necessário e o desnecessário, comprar sob apelo visual, onde a embalagem dos produtos é fator na compra. Resultado: mais lixo. Pior, o lixo seco é mais volumoso do que o orgânico, desta forma, há nos domicílios a tendência do rápido descarte de tais materiais. Portanto, existindo um contêiner de recolhimento próximo, nele será depositado. Numa população deseducada inexiste a completa percepção dos atos.
Resolvem-se os problemas individualmente, mas, para as consequências para o coletivo exige-se solução da administração pública. Sendo assim, o próximo passo da prefeitura deve ser: coletar o lixo reciclável com mais frequência, aumentar o número de contêineres para descarte seco e elaborar um plano de conscientização dos moradores da cidade. O hábito resulta da consciência. 
Engenheiro e consultor
 
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