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Porto Alegre, domingo, 23 de julho de 2017. Atualizado às 22h50.

Jornal do Comércio

Internacional

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Oriente Médio

Notícia da edição impressa de 24/07/2017. Alterada em 23/07 às 22h49min

Israel instala câmeras em Jerusalém

Em meio a uma onda de protestos e conflitos entre palestinos e a polícia, o governo de Israel instalou ontem novas câmeras de segurança na Cidade Velha de Jerusalém. A medida é considerada por autoridades uma alternativa aos criticados detectores de metais, que resultaram em episódios de violência que deixaram ao menos oito mortos.
Israel adotou novas medidas de segurança na semana passada após atiradores árabes-israelenses matarem dois policiais no local. A instalação de detectores de metais, no entanto, gerou ira entre os palestinos, que acusam o país de tentar expandir seu controle sobre o terceiro lugar santo do Islã.
Desde então, protestos diários têm sido realizados nas proximidades da Cidade Velha e na Cisjordânia. No sábado, dois palestinos morreram durante confrontos com forças israelenses. Ontem, dois homens foram mortos no complexo da embaixada de Israel em Amã, capital da Jordânia.
Apesar da instalação das câmeras, o presidente do comitê de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento de Israel, Tzachi Hanegbi, afirmou que os detectores de metais não serão removidos dos acessos da Cidade Velha. Autoridades israelenses, entretanto, consideram reduzir o seu uso.
O militar Yoav Mordecha, que lidera o órgão de defesa para assuntos palestinos, disse que Israel está aberto a alternativas para diminuir as tensões. "A única coisa que queremos é garantir que ninguém entre armado de novo e realize outro ataque", disse Mordecha. "Estamos dispostos a examinar alternativas aos detectores de metais desde que elas garantam a prevenção de atentados."
No entanto, o grão-mufti (máxima autoridade religiosa) de Jerusalém, Mohammad Hussein, disse à rádio Voz da Palestina que exige um retorno aos procedimentos que estavam em vigor antes do ataque aos policiais israelenses. Em declaração divulgada ontem, instituições islâmicas em Jerusalém apoiaram a declaração do grão-mufti e afirmaram "rejeitar os portões eletrônicos e todas as medidas de ocupação".
A onda de violência será tema de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU hoje. O encontro foi solicitado por Suécia, França e Egito. Em comunicado comum, EUA, Rússia e União Europeia pediram para "todas as partes exercerem a "máxima moderação e evitarem as ações de provocação".
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