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Porto Alegre, terça-feira, 11 de julho de 2017. Atualizado às 18h43.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

Notícia da edição impressa de 12/07/2017. Alterada em 11/07 às 19h55min

Líder do Estado Islâmico está morto

Abu Bakr al-Baghdadi fez sua única aparição pública na mesquita Al-Nuri

Abu Bakr al-Baghdadi fez sua única aparição pública na mesquita Al-Nuri


AL-FURQAN MEDIA/AL-FURQAN MEDIA/AFP/JC
A ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) afirmou ontem que fontes da milícia radical Estado Islâmico (EI) confirmaram a morte do líder do grupo extremista, Abu Bakr al-Baghdadi. Questionada sobre o anúncio, a coalizão internacional que combate o EI, liderada pelos Estados Unidos, disse não estar em condições de respaldar a informação.
Se confirmada, a morte de Baghdadi será um novo severo golpe ao grupo extremista sunita, que acaba de ser expulso de Mossul - seu último grande reduto urbano no Iraque - e é alvo de uma ofensiva da aliança árabe-curda em seu principal reduto sírio, Raqqa. Logo após a divulgação da informação pela ONG, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no Twitter que houve uma "grande vitória contra o EI".
Baghdadi "estava na província de Deir Ezzor", no leste da Síria, nos últimos meses, completou o diretor da ONG, Rami Abdel Rahman, ressaltando, porém, que não está claro se ele havia sido morto nessa região, ou em outro lugar. A província de Deir Ezzor permanece em grande parte controlada pelo EI, embora a organização continue a perder terreno no país e também no vizinho Iraque.
Em 22 de junho, a Rússia afirmou que muito provavelmente havia matado Abu Bakr al-Baghdadi em um ataque aéreo em 28 de maio, próximo a Raqqa, no norte da Síria. Porém, nenhuma outra fonte confirmou essa informação. Desde 2014, boatos sobre a morte de Al-Baghdadi circularam com certa regularidade, mas nunca foram confirmados. Os Estados Unidos ofereciam US$ 25 milhões pela captura do líder extremista. O EI não se manifestou oficialmente em seus canais de comunicação habituais.
Baghdadi não dava sinais de vida desde uma gravação divulgada em novembro, logo após o lançamento da ofensiva em Mossul. No áudio, ele exortava seus homens a lutarem até o martírio. O terrorista teria deixado a cidade no início do ano.
 
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