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Porto Alegre, terça-feira, 11 de julho de 2017. Atualizado às 18h43.

Jornal do Comércio

Internacional

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américa do sul

Notícia da edição impressa de 12/07/2017. Alterada em 11/07 às 19h54min

Venezuela simulará votação no dia de plebiscito da oposição

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) fará uma simulação da votação para a Assembleia Constituinte no próximo domingo, mesmo dia do plebiscito extraoficial da oposição contra a troca da lei máxima do país. O evento do CNE é mais uma tentativa dos partidários do presidente Nicolás Maduro de medir forças com os rivais, situação comum nos mais de 100 dias de manifestações, que já deixaram 93 mortos.
Segundo a presidente do órgão, Tibisay Lucena, o exercício para a votação de 30 de julho será feito com mais de 2 mil urnas eletrônicas em seções eleitorais do país. A localização dos centros, no entanto, não foi divulgada.
A simulação é praxe no processo eleitoral venezuelano, mas a coincidência na data desperta a preocupação de que haja confrontos devido à possibilidade de encontro entre chavistas e oposicionistas.
Porém, o representante da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) no CNE, Vicente Bello, considera que o exercício não deverá atrapalhar a consulta, já que eles não usarão os mesmos centros de votação. Com a consulta, os adversários de Maduro desejam perguntar aos venezuelanos se rejeitam a Constituinte e se concordam que a Assembleia Nacional inicie uma renovação dos poderes.
A votação foi considerada não oficial pelo CNE, cuja diretoria é composta na maioria por governistas. A oposição se recusou a participar da votação para compor a Constituinte por considerá-la uma fraude.
O governo considera a iniciativa "o único caminho para a paz", mas até chavistas condenaram a convocação. Entre eles, a procuradora-geral do país, Luisa Ortega Díaz, que passou a ser alvo de um processo para sua destituição.
 

Candidato à Constituinte convocada por Nicolás Maduro é assassinado

Um candidato à Assembleia Constituinte foi assassinado na segunda-feira durante um comício na cidade de Maracay, no estado de Aragua. Segundo a emissora venezuelana Telesur, José Luis Rivas, de 42 anos, participava de um comício quando "chegaram alguns sujeitos e atiraram". Ele foi atingido por oito tiros. O Ministério Público informou que investigará a morte do candidato em um "incidente no qual também duas pessoas ficaram feridas".
Também na segunda-feira, forças de segurança e manifestantes protagonizaram novos confrontos em várias cidades do país. Além de Rivas, um jovem de 16 anos foi morto durante uma manifestação em La Isabelica, no estado de Carabobo.
Em Caracas, sete militares ficaram feridos na explosão de um artefato lançado por manifestantes durante um confronto. Outros dois soldados foram baleados nas localidades de La Tahona e San Antonio, no estado de Miranda.
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