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Porto Alegre, terça-feira, 25 de julho de 2017. Atualizado às 17h53.

Jornal do Comércio

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Alterada em 25/07 às 17h57min

Em dia de manifestação, MST ocupa fazendas de Ricardo Teixeira e Blairo Maggi

Agência Brasil
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informou hoje (25), por meio de notas, que foram ocupadas fazendas do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira; do ministro da Agricultura, Blairo Maggi; e de um amigo do presidente Michel Temer.
Segundo o movimento, a ação, que ocorre no Dia do Trabalhador Rural, envolve milhares de trabalhadores, e faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária. As manifestações ocorrem nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.
Em nota, o MST diz que ocupou terras de pessoas acusadas, no cumprimento de função pública, de atos de corrupção, como lavagem de dinheiro, favorecimento ilícito, estelionato e outros.
De acordo com o movimento, 350 famílias ocuparam a fazenda Santa Rosa, em Piraí (RJ), que pertenceria a Ricardo Texeira.A Agência Brasil entrou em contato com escritório de advogados que atende Teixeira, mas não obteve resposta.
Ricardo Teixeira teve um mandado de prisão expedido pela justiça espanhola, e a Procuradoria-Geral da República já pediu às autoridades do país europeu acesso às investigações. O ex-dirigente é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa na Espanha. Como ele é brasileiro nato, não pode ser extraditado, mas os procuradores buscam uma forma de tornar viável as investigações no Brasil.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou, por meio de nota, que uma equipe do 10º Batalhão de Polícia Militar, em Piraí, foi acionada.
Em nota, o grupo Amaggi, pertencente ao ministro Blairo Maggi, confirmou que uma das unidades produtivas da companhia, a Fazenda SM02-B, localizada em Rondonópolis (MT), foi invadida por integrantes do MST. O departamento jurídico do grupo está buscando os meios legais para solucionar a situação.
"Neste momento, a companhia está preocupada com a integridade física dos 17 colaboradores e familiares que residem na fazenda e está tomando as providências necessárias para garantir a segurança dos mesmos. Paralelamente está buscando os meios legais para reestabelecer a ordem em sua unidade produtiva".
Localizada a pouco mais de 20 quilômetros de Rondonópolis, às margens da rodovia BR-163, a Fazenda SM02-B tem uma extensão de 479,7 hectares e é uma das mais antigas unidades produtivas da Amaggi, com atividades desde a década de 1980.
Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso informou que o 4º Comando Regional mantém serviço de ronda preventiva no entorno da área da fazenda do grupo Amaggi. O comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Adnilson Arruda, esteve no local e manteve contato com lideranças do MST. Arruda estimou a presença de 150 manifestantes na propriedade rural e constatou a ocupação da sede da fazenda.
A PM informa ainda que uma possível desocupação está condicionada ao cumprimento de determinação judicial ou entendimento entre manifestantes e órgãos do governo federal. Até o momento, "o movimento segue pacificamente, sob o monitoramento da Polícia Militar", diz a nota.
O MST informou ainda sobre a ocupação da fazenda Esmeralda, da empresa Argeplan, no município de Duartina, no interior de São Paulo. A empresa tem como sócio João Baptista de Lima Filho.
De acordo com o MST, 500 pessoas participaram da ocupação e devem permanecer na área. A Agência Brasil entrou em contato com a sede da Engeplan, na capital paulista, e também com o escritório Carloni & Oliveira Sociedade de Advogados, que defende a empresa. Mas até o momento não houve retorno.
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