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Porto Alegre, terça-feira, 11 de julho de 2017. Atualizado às 09h39.

Jornal do Comércio

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Transporte público

Notícia da edição impressa de 11/07/2017. Alterada em 11/07 às 09h39min

ATP ameaça suspender quatro linhas de ônibus em Porto Alegre; EPTC avalia o caso

Previsão da ATP é fazer uma campanha para alertar os usuários antes da interrupção dos itinerários

Previsão da ATP é fazer uma campanha para alertar os usuários antes da interrupção dos itinerários


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Igor Natusch
A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) anunciou ontem que deverá suspender a circulação de quatro linhas de ônibus em Porto Alegre. Segundo as operadoras do transporte público na Capital, a Carris, empresa pública que atende a parte das necessidades do sistema, não está cumprindo a quilometragem definida no último edital do serviço, ainda que esteja retirando a íntegra da receita prevista, equivalente a 22,44% do total. As linhas que podem ser interrompidas são 620 Iguatemi/Vila Jardim; 264 Prado; 256 Intendente Azevedo; e 349 São Caetano.
"O setor privado está praticamente fazendo um subsídio operacional para a atuação da Carris", diz Gustavo Simionovschi, diretor executivo da ATP. Segundo ele, cálculos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) indicam que a Carris vem assumindo apenas 21,17% do custo total das viagens, embora sua obrigação contratual seja atender aos mesmos 22,44% que recebe da receita gerada.
Entre fevereiro de 2016 e janeiro deste ano, a empresa pública teria rodado cerca de 1,5 milhão de quilômetros a menos do que deveria; no período entre fevereiro e junho deste ano, o déficit de rodagem já seria de 624 mil quilômetros, alega a ATP. Como os valores obtidos com a operação do sistema vão para uma câmara de compensação tarifária, a Carris segue retirando o seu percentual completo, mesmo que eventualmente não cumpra sua cota de operação.
A interrupção não tem data marcada, mas deve ocorrer em "alguns dias", segundo Simionovschi. A escolha das linhas teria levado em conta a quilometragem mensal, de forma que, assumindo essas linhas, então, a empresa municipal compensaria o déficit gerado desde o começo do atual contrato. "Tudo o que queremos é que o contrato seja cumprido, e que a dívida seja paga", reforça. "Quanto mais tempo passa, aumenta o número de quilômetros para rodar e a quantidade de carros com os quais não podemos mais arcar."
A previsão da ATP é fazer uma campanha para alertar os usuários antes da interrupção decisiva dos itinerários. Procurada pela reportagem, a Carris não deu retorno às ligações. Já a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade (Smim), por intermédio da EPTC, informou, em nota, que está avaliando o pedido de transferência das quatro linhas, mas sem modificação na tabela horária ou cancelamento.
"Os consórcios alegam necessidade de um ajuste de compensação de custos (previsto na licitação) e uma das opções seria repassar o atendimento das linhas à Carris. Essa medida existe em razão da tarifa única, que exige compensação de receita e de custos entre os operadores. O padrão atual do ajuste, transferência de linhas, está em vigor desde 2004. Outra opção de reequilíbrio é através do pagamento em dinheiro. A Smim dará um parecer em até 10 dias, porém, ressalta que não haverá modificação na tabela horária das linhas ou desatendimento aos passageiros", diz o texto.
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