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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de julho de 2017. Atualizado às 00h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Operação Zelotes

Notícia da edição impressa de 27/07/2017. Alterada em 26/07 às 21h55min

Ex-auditor e empresários são presos na Zelotes

A Polícia Federal (PF) prendeu ontem, em São Paulo, o auditor da Receita Federal Eduardo Cerqueira Leite e o empresário Mário Pagnozzi, réus na operação Zelotes. Ao determinar a prisão, o juiz Vallisney de Souza Oliveira concordou que os dois estavam atuando para obstruir à Justiça e ainda poderiam ocultar bens adquiridos em decorrência dos crimes investigados.
Leite e Pagnozzi são alvos de ações penais no âmbito da Zelotes, que investiga suspeitas de irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Eles e outras nove pessoas tornaram-se réus, na segunda-feira, no processo que investiga o pagamento propina para assegurar julgamentos e pareceres administrativos favoráveis ao BankBoston no Carf e na Receita em São Paulo, onde Leite atuava.
O Ministério Público Federal (MPF)informou que foram identificados repasse de mais de R$ 1,5 milhão a Leite, "somente em relação aos dois primeiros PAF's (processo administrativo fiscal) descritos na denúncia, o que não condiz com os bens e valores apreendidos/bloqueados desse réu". Possivelmente Leite "possui ainda valores tidos como ilícitos em nome de terceiros".
O juiz diz ainda que a polícia encontrou R$ 2 milhões com Pagnozzi, durante operação de busca e apreensão. O MPF acusa Pagnozzi de receber mais de R$ 40 milhões do BankBoston, para "ficar com ele e distribuir para organização criminosa". Para o juiz, possivelmente com empresas e dinheiro ainda nas mãos de terceiros, os acusados Leite e Pagnozzi "continuarão movimentando valores desconhecidos das autoridades, fazendo investimentos em nome de familiares e terceiros". Na decisão que determinou a prisão dos dois investigados, o juiz também aponta para o risco de eles procurarem outros acusados e atrapalharem as investigações.
Na avaliação do juiz, medidas alternativas, como o sequestro, o arresto e a indisponibilidade de bens são ineficazes neste momento, já que os valores das propinas teriam sido pagos a empresas de terceiros. "Diante da provável ineficácia de medidas menos constritivas e patrimoniais, impõe-se a prisão preventiva para evitar que os dois primeiros, livres, possam agir de modo a prejudicar a ordem pública, a instrução e a jurisdição penal, e até, em última ratio, a ordem econômica", diz o despacho.
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