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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de julho de 2017. Atualizado às 00h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 27/07/2017. Alterada em 26/07 às 21h30min

Dólar aprofunda perdas após Fed manter juros nos Estados Unidos

O dólar aprofundou as perdas ontem após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), que ressaltou em comunicado a fraqueza da inflação e o início "relativamente breve" da redução de seu balanço patrimonial. Diante disso, as chances de aumento dos juros nos EUA na reunião de setembro diminuíram. A divisa americana, que já vinha em queda desde o fim da manhã devido ao fortalecimento do petróleo, só não conseguiu ampliar mais as perdas por causa de questões internas, em meio a incertezas em torno de uma possível revisão da meta fiscal.
O Fed manteve a taxa dos fed funds entre 1,00% e 1,25% e afirmou que iniciará a redução de sua carteira de ativos de aproximadamente US$ 4,5 trilhões "relativamente em breve", com sinalização de que será em setembro. Embora os dirigentes da instituição já viessem falando em uma redução em breve, o mercado começou a fazer os ajustes depois do Fed.
Além disso, a autoridade ressaltou que a inflação continua a se enfraquecer. Logo após a decisão do Fed, as apostas de elevação de juros na reunião de setembro baixaram de 8,4% para 3,1%. Ou seja, 97% das apostas são de manutenção dos juros, de acordo com os contratos futuros do CME Group. Isso fez com que o dólar se enfraquecesse ao redor do globo, levando a moeda a atingir o patamar dos R$ 3,13, na mínima do dia.
No mercado à vista, o dólar teve baixa de 0,80%, aos R$ 3,1438. O giro somou US$ 2,19 bilhões. No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 1,10%, aos R$ 3,1405. O volume financeiro foi de US$ 15,23 bilhões.
A Bovespa andou na contramão de outros mercados e teve um pregão de perdas ontem, comandadas pelas quedas das blue chips. A baixa foi relacionada a um movimento de realização de lucros recentes, dada a ausência de notícias que justificassem a deterioração dos preços das ações. O petróleo manteve-se em alta, a reunião do Federal Reserve não trouxe surpresas e o dólar recuou. Ainda assim, o Ibovespa terminou em queda de 1,00%, aos 65.010 pontos. Os negócios somaram R$ 6,869 bilhões.
As ações da Vale, que haviam subido fortemente nos últimos pregões, devolveram parte dos ganhos e caíram 3,10% (ON) e 2,51% (PNA). Os papéis da Petrobras, que também tiveram valorização expressiva recente, recuaram 1,67% (ON) e 1,82% (PN), mesmo com o petróleo em alta superior a 1% nas bolsas de Nova Iorque e Londres.
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