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Porto Alegre, terça-feira, 25 de julho de 2017. Atualizado às 17h12.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 25/07 às 17h18min

Juros: taxas curtas fecham estáveis e longas sobem com rendimento dos Treasuries

Os juros futuros de curto prazo encerraram a sessão regular do segmento BM&F estáveis ante os ajustes anteriores, após oscilarem com viés de baixa durante boa parte desta terça-feira (25). Os vencimentos mais longos fecharam em alta, em sintonia com o avanço do rendimento dos Treasuries. As especulações em torno de uma eventual mudança da meta fiscal por parte do governo trouxeram algum ruído para o mercado, mas que perdeu força após o governo afirmar que "no momento" não há decisão neste sentido.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (115.880 contratos) fechou em 8,515%, de 8,520% no ajuste de segunda-feira (24). A taxa do DI para janeiro de 2019 (227.205 contratos) fechou a 8,41%, ante 8,40% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 (198.685 contratos) subiu de 9,45% para 9,50%.
A ponta curta da curva seguiu atrelada à expectativa com a decisão e o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), cuja reunião começou nesta terça e termina na Quarta-feira (26). Permanece firme o consenso de que a atual taxa básica de 10,25% será reduzida em 1 ponto porcentual e parte das instituições já prevê que ao final do ano a Selic estará abaixo de 8%.
Os DIs longos acompanharam a alta das taxas das Treasuries, por sua vez influenciada por fatores relacionados a um leilão do Tesouro americano e à expectativa de possível votação do projeto que revoga o Obamacare no Senado americano ainda nesta terça-feira. A taxa da T-Note de dez anos rompeu nesta terça os 2,30%, marcando 2,327% perto das 16h30.
Pouco antes deste horário, o Senado dos EUA aprovou a abertura do debate do projeto. Com 50 votos a favor e 50 contra a abertura do debate, o vice-presidente do país, Mike Pence, que também é o presidente do Senado, desempatou o placar ao votar a favor, fazendo com que a proposta republicana passasse a ser apreciada pelos senadores.
Pela manhã, o risco de mudança na meta fiscal, que limita o déficit primário este ano em R$ 139 bilhões, voltou a ser assunto no mercado e contribuiu com alguma pressão na ponta longa, perdendo força na etapa vespertina.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse à tarde que no momento não há nenhuma decisão de se mudar a meta fiscal. "A meta fiscal é uma proposta que vem do Ministério da Fazenda com concordância do Ministério do Planejamento e qualquer mudança que houver, certamente, será uma proposta nossa ao presidente da República", disse.
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