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Porto Alegre, terça-feira, 25 de julho de 2017. Atualizado às 11h48.

Jornal do Comércio

Economia

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Tributos

Notícia da edição impressa de 25/07/2017. Alterada em 24/07 às 23h07min

Henrique Meirelles não descarta novas altas de impostos

Segundo Meirelles, investidor se preocupa com reforma da Previdência

Segundo Meirelles, investidor se preocupa com reforma da Previdência


URIEL PUNK/URIEL PUNK/FRAMEPHOTO/FOLHAPRESS/JC
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou ontem que um novo aumento de imposto é uma discussão "que não se coloca no momento". Ele ressaltou, no entanto, que "tudo é possível, se necessário". As declarações foram dadas após participação do ministro em evento da XP Investimentos, em São Paulo.
Sobre a possibilidade de rever a alta nas alíquotas dos combustíveis, Meirelles disse que isso vai depender dos impactos da medida. "Evidentemente que esse é um processo dinâmico, tudo está sujeito a uma reavaliação, que depende da avaliação dos fatos e de determinados impactos econômicos", afirmou o ministro.
Segundo Meirelles, em vez de novos aumentos de tributo, o governo tem buscado alternativas de receita para elevar a arrecadação. Ele deu o exemplo da antecipação do pagamento de outorga do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e a liberação de precatórios depositados na Caixa Econômica Federal.
O ministro também minimizou o impacto que o aumento de imposto anunciado na semana passada terá sobre a inflação. "Alguma coisa muda na previsão de inflação, mas a inflação está substancialmente abaixo da meta", afirmou. Segundo ele, a alta no tributo não teria sido adotada no ano passado, quando o índice de preços estava acima do teto da meta, mas disse que, hoje, há espaço.
De acordo com ele, os gestores de fundo que participaram da reunião na XP Investimentos não demonstraram preocupação com possíveis impactos da alta no imposto na inflação. Para o ministro, haverá, sim, algum impacto sobre a inflação em 2017 que, a despeito do aumento dos combustíveis, "ficará substancialmente abaixo do centro da meta". "O próprio Focus nos trouxe uma inflação em torno de 3,40%. Note bem, a meta é 4,5%. Então existe um espaço importante", disse.
Segundo Meirelles, a principal preocupação dos investidores é com a aprovação da reforma da Previdência. "A preocupação é mais no sentido de ter um posicionamento, de até que ponto isso é viável e que de fato haja uma votação a tempo de andarmos no cronograma", disse.
Depois, disse o ministro, a preocupação é com o cronograma das reformas microeconômicas, como cadastro positivo, duplicata eletrônica e lei de recuperação judicial. "Falamos longamente sobre isso, porque essa é a agenda de produtividade importante para o País", afirmou Meirelles.
Ele disse que houve um consenso de que a economia está em recuperação e que agora a questão é como consolidar a agenda de reformas visando à trajetória de crescimento sustentável para os próximos anos.
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Comentários
Fabio Schubert 25/07/2017 11h14min
Estes senhores são os novos lobos em veste de cordeiro. Dizem que o buraco nas contas públicas foram herdadas dos anteriores. Piada pronta, pois todos atuaram direta e indiretamente nos governos anteriores. Gastam o que podem e o que não podem, por exemplo o governo já gastou toda a sua verba de propaganda para 2017 no primeiro semestre e o segundo vai para a conta da população com novos impostos e ou aumento dos existentes. Quando vamos acordar e eliminar esta corja que corrói a nação?