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Porto Alegre, domingo, 23 de julho de 2017. Atualizado às 22h50.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 24/07/2017. Alterada em 23/07 às 22h45min

Ministro visita região Sul para debater carvão

Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm quase toda a reserva de carvão

Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm quase toda a reserva de carvão


/CRM/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
É grande a expectativa com a visita do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, hoje ao Rio Grande do Sul. Estarão em debate investimentos bilionários no carvão gaúcho - o polo carboquímico e uma megausina na região carbonífera. É uma oportunidade para aproveitar a riqueza mineral do Estado, o que depende fundamentalmente do aval da União.
O advento de novas usinas a carvão ou de outros empreendimentos está necessariamente vinculado a que o governo federal esteja predisposto a garantir um espaço para essa fonte de energia. Por isso, investidores dessa área estão comemorando a visita do ministro, que também irá a Santa Catarina.
Os dois estados concentram, praticamente, toda a reserva de carvão mineral do País. Em Criciúma, pela manhã, Coelho Filho participará da inauguração de laboratório de captura de CO2 na Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, o investimento na unidade foi de R$ 10 milhões, dividido entre Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e Eneva. O objetivo da estrutura é analisar medidas que possam permitir a captura do gás gerado quando o carvão é queimado para produzir eletricidade.
Posteriormente, o ministro seguirá para o Rio Grande do Sul, onde às 13h se encontrará, no Palácio Piratini, com o governador José Ivo Sartori.
Depois da reunião, Coelho Filho embarcará em um helicóptero e partirá para o município de Butiá e conhecerá a mineração de céu aberto do Baixo Jacuí e as instalações da Copelmi Mineração.
O presidente da ABCM lembra que essa visita vem sendo negociada desde o ano passado, mas sempre houve algum empecilho de última hora que adiou a viagem. Zancan adianta que serão discutidos com o ministro temas como a necessidade da modernização do parque termelétrico do País e a instituição de uma política nacional para o carvão.
O dirigente recorda que usinas a carvão, como a de Charqueadas e as fases A e B do complexo termelétrico Presidente Médici, em Candiota, estão sendo retiradas de operação e isso está criando uma lacuna dentro do sistema elétrico.
Outra questão que será abordada é a possibilidade da gaseificação do carvão e a criação de um polo carboquímico. A Copelmi e a sul-coreana Posco pretendem implementar um empreendimento dessa natureza no Estado. O investimento na iniciativa é estimado em aproximadamente US$ 1,7 bilhão, para uma geração de cerca de 2 milhões de metros cúbicos diários de gás.
A Copelmi está envolvida ainda, com empreendedores japoneses, em um projeto de uma termelétrica de cerca de 1 mil MW (um pouco mais do que um quarto da demanda média de energia do Estado). O investimento previsto é de US$ 2 bilhões, mas, para sair do papel, é preciso que haja um ambiente sólido para as térmicas a carvão no Brasil e a garantia da comercialização de energia da planta.
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