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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de julho de 2017. Atualizado às 12h20.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Notícia da edição impressa de 24/07/2017. Alterada em 24/07 às 12h21min

Justiça decreta a falência da Lojas Manlec

Rede não cumpriu acordo de pagamento a cerca de 800 ex-funcionários

Rede não cumpriu acordo de pagamento a cerca de 800 ex-funcionários


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Thiago Copetti
Advogados da Lojas Manlec devem recorrer, ao longo desta semana, da decisão da Vara de Falências, Concordatas e Insolvências de Porto Alegre, que na sexta-feira (21) decretou a falência da empresa. De acordo com o advogado João Medeiros Fernandes, a empresa tentou vender, sem sucesso, um terreno com valor estimado em R$ 25 milhões. Sem fechar o negócio, a Manlec não consegui quitar débitos trabalhistas que somam cerca de R$ 12 milhões.
Como não foi cumprido o acordo de pagamento a cerca de 800 ex-funcionários, como consta no plano de recuperação judicial apresentado em 2016, a falência foi decretada. Além disso, a Justiça entendeu que a empresa não tem mais condições de reestruturar, o que é contestado por Medeiros. "Não conseguimos cumprir o plano de recuperação judicial mesmo tendo feito três leilões para a venda do terreno, localizado na avenida Assis Brasil. Estávamos indo para o quarto leilão quando fomos surpreendidos pela decisão", explica o advogado.
A proposta máxima alcançada pelo terreno, segundo Fernandes, alcançou um valor de apenas R$ 7 milhões, muito inferior ao estimado antes do leilão. O pouco interesse seria reflexo da crise econômica que afeta o Brasil, como um todo, defende Fernandes. Ainda assim, diz o advogado, a venda seria feita na próxima tentativa caso o valor avançasse e ficasse mais próximo da quantia devida aos trabalhadores. "Neste caso, a empresa tentaria um acordo para encerrar o débito. Tanto os trabalhadores quanto a empresa têm interesse em encerrar essa dívida", assegura Fernandes.
Fundada em 1953, a Manlec chegou a ser um das maiores redes de eletroeletrônicos e móveis do Estado, até que em 2014 iniciou uma onda de demissões que trouxeram à tona a crítica situação econômica da rede. Quando entrou em recuperação judicial já acumulava mais de R$ 100 milhões em dívidas. Hoje, está restrita a uma loja e cerca de 30 funcionários.
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