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Porto Alegre, domingo, 23 de julho de 2017. Atualizado às 22h50.

Jornal do Comércio

Economia

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Inovação

Notícia da edição impressa de 24/07/2017. Alterada em 23/07 às 18h49min

Fintech quer facilitar a oferta de crédito no campo

Solução pode atender toda a cadeia produtiva, explica Morelli

Solução pode atender toda a cadeia produtiva, explica Morelli


AGRONOW/AGRONOW/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Uma plataforma de inteligência de mercado é a aposta da Agronow, fintech de São José dos Campos (SP), para revolucionar a oferta de crédito no campo. A ferramenta capta dados das propriedades rurais e indica as áreas mais produtivas e com maior potencial de negócios, além de fazer a previsão de safras para a localidade.
A solução Agronow Business Viewer também identifica, de maneira automatizada, áreas que podem apresentar problemas com pragas ou adversidades climáticas - o que pode impactar a safra. As análises alcançam desde uma macrorregião, como um país ou um estado inteiros, a recortes específicos, como um município ou uma propriedade rural.
O foco é facilitar a dinâmica de avaliação de risco para as instituições financeiras. Quando um produtor busca um empréstimo bancário, precisa apresentar uma avaliação de risco. No modelo tradicional, um engenheiro agrônomo é enviado a campo e faz um estudo detalhado da área da fazenda. Com base na produtividade e potencial, a instituição define quanto pode emprestar. Esse processo pode levar cerca de 10 dias e custar R$ 10 mil.
Ao lançar mão da ferramenta criada pela Agronow, estes trâmites ganham autonomia. Não é mais preciso ir de fazenda em fazenda, identificando o potencial do negócio. Por meio de um terminal móvel, as coordenadas da área são carregadas. O sistema geolocaliza a área, capta imagens de satélite e gera um algoritmo com base em uma série de indicadores, como temperatura e umidade. São segundos até que as informações possam estar prontas e, assim, indicar o potencial de produtividade da área.
No caso de uma plantação de soja, por exemplo, a solução consegue informar o potencial de produção da próxima safra, os resultados obtidos nas anteriores e os riscos, como pragas e questões climáticas que possam impactar o desempenho. "São dados que permitem ao gestor financeiro saber se pode emprestar dinheiro com um certo nível de conforto ou se é arriscado", comenta o CEO da Agronow, Antônio Morelli.
Para gerar os resultados, o Agronow Business Viewer leva em consideração os dados coletados em campo e os correlaciona com um robusto banco de dados criado e abastecido pela empresa.
A antecipação das informações de produtividade também possibilita que o produtor se organize em caso de possíveis perdas ou produção abaixo da expectativa. "Essa solução pode atender não apenas agentes financeiros, mas todo a cadeia produtiva, como fornecedores de máquinas e insumos", relata o gestor.
O Agronow Business Viewer foi lançado comercialmente no início deste ano e tem uma versão web e um aplicativo. A contratação é no modelo de assinatura. O usuário paga um valor mensal e passa a ter acesso às informações - para os players do sistema financeiro, a solução possui funcionalidades diferenciadas.

Crowd Vale da Eletrônica anuncia startups selecionadas

A Telefónica Open Future, Ericsson e Inatel anunciaram os 16 projetos aprovados para integrar a segunda turma do Crowd Vale da Eletrônica, que funciona no campus do Instituto em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. A primeira edição do programa, realizada em 2016, apoiou 18 projetos.
Os vencedores atuam em diversos segmentos como Recursos Humanos, Saúde, Segurança, Educação, Logística, Agtech e Fintech, Cultura e Lazer e Varejo, oferecendo serviços como consultoria, hardwares, softwares, plataformas e soluções em nuvem.
Os empreendedores selecionados iniciarão os trabalhos na próxima semana no espaço compartilhado criado especialmente para as equipes. Além de toda a estrutura da Incubadora e do Laboratório de Criatividade, Ideação e Inovação do Inatel, as equipes vão receber suporte técnico, capacitações e mentorias dos profissionais, executivos e parceiros envolvidos no programa, além da oportunidade de receber apoio de futuros investidores e aceleradoras para desenvolver ainda mais o negócio - caso da Wayra, que também integra as iniciativas do Open Future.
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