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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de julho de 2017. Atualizado às 00h09.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 19/07/2017. Alterada em 18/07 às 23h51min

Produtores de soja já preparam nova safra

Pesquisa aponta produtividade dos grãos em cada região e época

Pesquisa aponta produtividade dos grãos em cada região e época


FERNANDO KLUWE DIAS/FERNANDO KLUWE DIAS/SECRETaRIA DA AGRICULTURA/DIVULGAÇÃO/JC
Samuel Lima
Os produtores gaúchos nem bem terminaram de colher a soja no campo - ainda estão com cerca de 60% das mais de 18,7 milhões de toneladas por comercializar, conforme levantamento recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) -, mas já preparam o novo ciclo. Ontem, a Fundação Pró-Sementes divulgou estudo que compara o desempenho de 42 cultivares em 10 locais do Estado e até três épocas de plantio, de modo a orientar o plantio da safra 2017/2018 com o material mais adequado. Mesmo a três meses do início da semeadura, a instituição relata cobrança por parte dos agricultores e de profissionais de assistência técnica. "A compra já é a partir de agora", afirma a gerente de pesquisa e desenvolvimento da Pró-Sementes, Kassiana Kehl.
O Ensaio de Cultivares em Rede (ECR) analisou o potencial das 35 sementes, com tecnologia Intacta e RR, de maior representatividade comercial entre os gaúchos, de acordo com a área inscrita no Ministério da Agricultura, além de sete lançamentos. O destaque nos resultados é a produtividade das sementes em cada região e época de plantio. Dados como ciclo em dias, reação ao acamamento, altura da planta e percentual de rendimento de cada cultivar sobre a média no local também constam no relatório, disponível no site www.cultivares.com.br.
A maior produtividade do ECR foi alcançada em Cachoeira do Sul, na primeira época de plantio, quando uma cultivar teve rendimento de 8.363 quilos por hectare, o equivalente a 139 sacos por hectare. Kassiana diz ser improvável que o mesmo resultado seja obtido em nível de lavoura, que fica em média 20% abaixo do apresentado no estudo com manejo eficiente, mas a diferença de rendimento entre as cultivares na pesquisa mostra o impacto que a escolha da semente mais adaptada a cada região e período de plantio pode fazer no bolso do produtor.
No plantio em segunda época de Vacaria, por exemplo, a diferença entre a campeã em produtividade e a cultivar na última posição foi de 26 sacos por hectare. Considerando a cotação atual do saco de 60 quilos de soja no Estado (R$ 64,32), segundo informativo da Emater-RS, isso representa perda de R$ 1.672,32 por hectare apenas na tomada de decisão que antecede o plantio.
Em relação à safra 2016/2017 do grão, cultivado em 5,57 milhões de hectares no Estado, pelos números da Conab, as condições foram favoráveis "do plantio à colheita", de acordo com a pesquisadora. Os únicos incidentes registrados no estudo foram períodos de estiagem no cedo de Manoel Viana e Dom Pedrito, que resultaram na perda dos ensaios, e mês de baixos índices pluviométricos em Santo Augusto. Também foi observado baixo índice de doenças e pragas nos ensaios, mesmo na terceira época de semeadura, em que historicamente há dificuldade no controle de ferrugem asiática.
O ECR é a única pesquisa gaúcha do gênero a considerar produtos de oito empresas diferentes, segundo a Pró-Sementes, o que reitera a isenção nos resultados ao produtor rural. O trabalho é realizado com apoio da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e patrocínio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS).
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