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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 23h12.

Jornal do Comércio

Economia

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Pesquisa

Notícia da edição impressa de 14/07/2017. Alterada em 13/07 às 20h43min

Setor de serviços tem a menor queda em 26 meses

Ramo de transportes cresceu 4,9% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado

Ramo de transportes cresceu 4,9% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
A safra recorde de grãos no País e resultados melhores em alguns ramos industriais ajudaram a diminuir a retração no volume de serviços prestados em maio ante maio de 2016. A queda de 1,9% foi a menos intensa em 26 meses consecutivos de perdas, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Não dá ainda para afirmar que há uma recuperação", ponderou Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. "Desde abril de 2015, o setor de serviços vem apresentando taxas negativas. Na verdade, vem caindo desde janeiro de 2015. O movimento foi interrompido em março daquele ano (2,3%), daí voltou à trajetória de queda", lembrou o pesquisador.
Na comparação com maio de 2016, houve expansão nos transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (4,9%), e nos serviços prestados às famílias (1%). O crescimento observado nos transportes foi o primeiro resultado positivo desde março de 2015.
"Desde então, o setor apresentava taxas negativas de uma forma constante. O que explica isso? Uma maior demanda por parte dos setores industrial e agrícola, que contrataram mais os serviços de transportes; e também o aumento das exportações, que, no caso, atingiram mais o ramo aquaviário. Como tem um peso pequeno, foi o transporte terrestre que teve contribuição maior para o crescimento, não só o rodoviário, mas o ferroviário também", explicou Saldanha.
O desempenho dos serviços prestados às famílias contribuiu para o arrefecimento da inflação. "Observamos uma melhora na renda das famílias e também uma estabilidade dos preços dos serviços que compõem o grupo. Então isso de uma certa forma contribuiu para um incremento", justificou.
Na direção oposta, os segmentos com perdas em maio foram os de outros serviços (-6,2%); serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,7%); e serviços de informação e comunicação (-2,9%). "Os serviços de informação e os profissionais têm peso muito grande. Eles interferiram de uma forma negativa para que o total ficasse ainda negativo", lembrou Saldanha.
O agregado especial das atividades turísticas registrou recuo de 5,2% em relação a maio de 2016. Em termos de composição da taxa global de volume em maio, as contribuições positivas foram dos segmentos transportes (1,2 ponto percentual) e serviços prestados às famílias (0,1 ponto percentual).
O setor de serviços fechou os primeiros cinco meses do ano (janeiro-maio) com queda acumulada de 4,4%, frente aos cinco primeiros meses de 2016. O resultado acumulado dos últimos 12 meses representa queda maior, de 4,7%.
 
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