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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 00h06.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 13/07/2017. Alterada em 12/07 às 21h08min

Dólar cai 1,36%, e bolsa registra alta de 1,57%

Uma conjunção de fatores levou o dólar a fechar no patamar de R$ 3,20, o menor nível desde a divulgação das gravações do caso JBS. A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro fez com que a moeda norte-americana renovasse mínimas diversas vezes durante a tarde. O movimento de queda já vinha desde cedo, depois da aprovação da reforma trabalhista com placar folgado e da sinalização da presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, de que os juros nos Estados Unidos deverão subir de forma mais espaçada.
Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, e é a primeira condenação do ex-presidente na Operação Lava Jato. Embora ela não seja suficiente para barrar a candidatura de Lula para 2018, uma vez que é necessária uma sentença em segunda instância, o ato em si mostra um enfraquecimento do ex-presidente para as eleições do ano que vem, e foi essa percepção que agradou aos investidores. "A chance de Lula concorrer à eleição no próximo ano diminui bastante", pontuou Bruno Foresti, gerente de câmbio do banco Ourinvest.
Outros fatores também contribuíram para que a divisa norte-americana fechasse em baixa pelo quarto dia consecutivo. Logo na abertura, o mercado comemorou a aprovação da reforma trabalhista por 50 votos favoráveis e 26 contra, "o que gerou certo otimismo quanto à aprovação da reforma previdenciária, uma vez que o governo mostrou mais força do que o mercado estava esperando", disse Felipe Pellegrini, gerente de tesouraria do Grupo Confidence.
No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 1,36%, aos R$ 3,2090, o menor nível desde 17 de maio, dia em que houve a divulgação das gravações da JBS envolvendo Michel Temer. O giro financeiro somou US$ 1,39 bilhão. No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 1,47%, aos R$ 3,2210. O volume financeiro movimentado foi de US$ 17,50 bilhões.
A condenação do ex-presidente Lula deu impulso ao Índice Bovespa, que teve sua terceira alta consecutiva e atingiu o maior patamar desde 17 de maio, quando foi deflagrada a atual crise política. O indicador, que já operava em alta no momento da notícia, ganhou força rapidamente e terminou em alta de 1,57%, aos 64.835 pontos. O volume de negócios também mostrou reação e somou o montante de R$ 10,114 bilhões, o maior em quase um mês.
A alta foi generalizada na bolsa, mas privilegiou principalmente as ações que melhor refletem a percepção de risco político. Foi o caso dos papéis da Petrobras, que já acompanhavam a alta do petróleo, mas ganharam fôlego extra depois da notícia. No fechamento, Petrobras ON e PN tiveram ganhos de 3,90% e 4,95%, respectivamente. Banco do Brasil ON, outra ação sensível ao noticiário político, subiu 2,85%.
Segundo operadores ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a notícia favorece o mercado de ações principalmente pelo lado do investidor estrangeiro, por indicar possibilidade de menor risco político em 2018 e por fortalecer a credibilidade do País.
Entre as 59 ações que fazem parte da carteira teórica do índice, apenas empresas exportadoras fecharam em queda, influenciadas pela forte desvalorização do dólar: Embraer ON (-2,32%), Fibria (-2,05%) e units da Klabin (-1,70%).
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