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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 00h11.

Jornal do Comércio

Economia

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Desenvolvimento

Notícia da edição impressa de 13/07/2017. Alterada em 12/07 às 20h58min

Governo anuncia medidas para obras de infraestrutura

Projetos de mobilidade urbana, entre eles ciclovias, terão R$ 3,7 bi

Projetos de mobilidade urbana, entre eles ciclovias, terão R$ 3,7 bi


TÂNIA RÊGO /TÂNIA RÊGO/ABR/JC
O governo federal anunciou ontem medidas que preveem investimentos em infraestrutura nos estados e municípios. Foi assinada uma medida provisória que institui um fundo para desenvolver estudos para viabilizar concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) na área de infraestrutura nos estados e municípios.
Segundo o Ministério do Planejamento, o objetivo é melhorar a qualidade dos serviços prestados à população, como iluminação pública, saneamento e gestão de resíduos sólidos.
Além disso, as PPPs municipais poderão contar com garantias oferecidas pelo Fundo Garantidor de Infraestrutura (FGIE). Anteriormente, apenas as firmadas pela União e pelos estados contavam com esse tipo de garantia. "A medida implicará diretamente a segurança dos parceiros privados ao firmarem contratos com o poder público municipal, atraindo novos investidores", diz o Ministério do Planejamento.
A previsão do governo é de aportar R$ 180 milhões no fundo até 2019 e estimular cerca de R$ 4 bilhões de investimentos privados em infraestrutura urbana. "Como os estudos de viabilidade das obras serão realizados em larga escala, espera-se, ainda, a redução dos custos dos projetos", acrescentou o Ministério do Planejamento.
Segundo o Ministério das Cidades, serão aplicados R$ 5,7 bilhões de investimentos público-privados para obras de mobilidade urbana e saneamento básico. Para mobilidade urbana, serão R$ 3,7 bilhões de financiamento pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os recursos poderão ser aplicados em pavimentação de vias urbanas, implantação ou requalificação de estações e abrigos do transporte público, calçadas com acessibilidade, ciclovias, ciclofaixas, bicicletários, sinalização viária, iluminação, drenagem, arborização e paisagismo.
Municípios com até 20 mil habitantes poderão encaminhar propostas com valor mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 5 milhões. Para cidades com população entre 20 mil e 60 mil, o mínimo é de R$ 1 milhão e o máximo, de R$ 15 milhões. Para cidades com população acima de 60 mil até 100 mil, o valor financiado fica entre R$ 1 milhão e R$ 20 milhões. E para municípios que têm mais de 100 mil habitantes até 250 mil, poderá ser liberado de R$ 1 milhão até R$ 30 milhões. Segundo o Ministério das Cidades, o processo de seleção não tem prazo limite de inscrição de propostas.
As obras de saneamento terão R$ 2 bilhões de financiamento por meio do programa Saneamento para Todos. Os projetos devem ser voltados para abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e águas pluviais. A primeira etapa da seleção de propostas se inicia no dia 24 deste mês e vai até 9 de março de 2018, e o cadastro será feito no Ministério das Cidades. A segunda fase de seleção começa em 13 de novembro, e as análises vão até 13 de abril de 2018, com resultado final em 17 de agosto de 2018.
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que serão disponibilizados ainda R$ 11,7 bilhões em linhas de crédito do Banco do Brasil, da Caixa e do Bndes para os municípios. "São recursos para investimentos nos municípios que serão colocados à disposição de maneira muito ágil, pois já estão disponíveis", disse o ministro, acrescentando que não será necessário aporte do Tesouro Nacional.
Oliveira acrescentou que o governo federal estuda mudanças na legislação referente às concessões públicas, de modo a tornar mais simples a implementação de projetos municipais. "A legislação atual foi pensada para grandes projetos de concessão de rodovias, aeroportos", disse o ministro. "Estamos iniciando estudos para a simplificação da legislação aplicada a essas concessões e esses projetos municipais de menor porte", declarou.
 
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