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Porto Alegre, terça-feira, 11 de julho de 2017. Atualizado às 18h43.

Jornal do Comércio

Economia

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trabalho

Alterada em 11/07 às 22h11min

Estratégia de ocupar mesa diretora do Senado foi costurada semana passada

Senadores da oposição articularam desde a semana passada a estratégia de ocupar a mesa diretora do plenário do Senado nesta terça-feira (11), para tentar negociar mudanças na proposta para que ela tivesse que voltar para a Câmara dos Deputados. A obstrução organizada pelos partidos PT, PSB e PCdoB durou quase oito horas.
Apesar da decisão do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de proibir a visitação no dia do pleito, eles também conseguiram autorizar a entrada de trabalhadores e sindicalistas com a desculpa de que participariam da Comissão de Direitos Humanos (CDH) pela manhã.
Segundo a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), a última a deixar a mesa para ceder lugar ao presidente da Casa, os oposicionistas consideraram que não tinham outra saída, pois "cada vez mais o governo fechou as portas para que fosse possível fazer negociações".
"Na medida em que foram se fechando as portas para que a gente pudesse ter um entendimento, a gente foi pensando em algumas alternativas para expressar o nosso inconformismo", declarou Fátima.
Ao longo da tarde, o grupo tentou negociar a aprovação de uma emenda de redação para impedir que gestantes e lactantes trabalhem em locais insalubres, mesmo que com a autorização de um médico, como consta no texto aprovado. Os governistas rejeitaram a proposta, pois a alteração faria com que o texto voltasse para a Câmara. O presidente Michel Temer se comprometeu a vetar este trecho antes da sanção presidencial.
Na base da governista, o resultado foi dentro do esperado. Parlamentares indecisos, como Lasier Martins (PSD-RS), votaram a favor do texto. Outros senadores que sinalizaram que não poderiam comparecer, como Magno Malta (PR-ES), fizeram questão de se manifestar a favor do governo e ainda criticaram a atitude das senadores de ocuparem a mesa.
No PSDB, que dá sinais de que pode desembarcar do governo, o resultado também foi dentro do previsto. Todos os parlamentares votaram a favor do projeto, tirando o senador Eduardo Amorim (PSDB-ES), que já havia votado contra a proposta na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e avisou que votaria contra a reforma desde o início da tramitação.
Ao longo da tarde, com a ocupação da mesa diretora, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que é a favor do desembarque, chegou a colher assinaturas de parlamentares para tentar modificar o local da votação e garantir a aprovação da reforma.
Veja como cada senador votou:
Sim
Aécio Neves (PSDB-MG)
Airton Sandoval (PMDB-SP)
Ana Amélia (PP-RS)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Dalírio Beber (PSDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Elmano Férrer (PMDB-PI)
Fernando Coelho (PSB-PE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves (PMDB-RN)
Gladson Cameli (PP-AC)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Alberto Souza (PMBD-MA)
José Agripino (DEM-RN)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Medeiros (PSD-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Lasier Martins (PSD-RS)
Magno Malta (PR-ES)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Pedro Chaves(PSC-MS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Roberto Muniz (PP-BA)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wellington Fagundes (PT-MT)
Wilder Morais (PP-GO)
Zeze Perrella (PMDB-MG)
Não
Alvaro Dias (PODE-PR)
Ângela Portela (PDT-RR)
Antonio C Valadares (PSB-SE)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Fernando Collor (PTC-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
João Capiberibe (PSB-AP)
José Pimentel (PT-CE)
Jorge Viana (PT-AC)
Kátia Abreu (PMDB-TO)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Paim (PT-RS)
Paulo Rocha (PT-PA)
Randolfe Rodrigues (REDE-AC)
Regina Sousa (PT-PI)
Reguffe (Sem partido-DF)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Romário (PODE-RJ)
Abstenção
Lúcia Vânia (PSB-GO)
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