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Porto Alegre, terça-feira, 11 de julho de 2017. Atualizado às 18h43.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 12/07/2017. Alterada em 12/07 às 08h22min

Tetra Pak completa 60 anos com foco na inovação

Centro de Inovação da empresa em Monte Mor utiliza a cocriação com clientes como vetor

Centro de Inovação da empresa em Monte Mor utiliza a cocriação com clientes como vetor


TETRA PAK/TETRA PAK/DIVULGAÇÃO/JC
Carolina Hickmann, de Monte Mor
Diante dos desafios que uma economia instável traz às indústrias, e ao completar 60 anos, a Tetra Pak está centrada em expandir o poder de inovação de seus produtos, tendo a cocriação com clientes como vetor. Com investimento de R$ 40 milhões, a marca lança o seu primeiro Centro de Inovação ao Cliente no Brasil, junto à fábrica da empresa em Monte Mor, no estado de São Paulo. A escolha pela cidade se deu pela logística, já que é previsto que a nova estrutura atenda clientes de toda a América Latina. Além disso, o Brasil é a segunda maior operação da Tetra Pak, ao comercializar 11 bilhões de embalagens cartonadas assépticas ao ano, perdendo apenas para a China.
Na avaliação do presidente da empresa no Brasil, Marcelo Queiroz, o momento econômico atípico é propício para abarcar outras áreas de oportunidade no ramo alimentício e de embalagens. O espaço de 2,6 mil m² oferece à indústria suporte na criação e desenvolvimento de produtos em quatro etapas: sala de produtos, na qual é possível entender as necessidades do consumidor; sala de ideias, onde é feita a parte criativa do processo de desenvolvimento; planta-piloto, para prototipagem; e centro de treinamento. "Esperamos, nos próximos anos, aumentar significativamente a cocriação com o cliente também no Brasil", afirma Queiroz, ao lembrar que este é o quarto centro de desenvolvimento da empresa no mundo. Até o momento, a Tetra Pak teve experiências positivas com a estrutura semelhantes nos Estados Unidos, Emirados Árabes e em Singapura.
A intenção é que o novo espaço torne-se uma verdadeira "incubadora de ideias", segundo a gerente de marketing da empresa, Carolina Eckel. Atualmente, a Tetra Pak oferta para a indústria uma gama de 236 tipos diferentes de embalagens, com 7 mil possibilidades de agregação de tampas e canudos, mas pretende expandir seu portfólio. Carolina lembra que, por vezes, clientes precisam parar suas produções para o desenvolvimento de novidades a serem avaliados em um grupo focal, por exemplo. Com o espaço, isso não será mais necessário. "Passamos a ter a possibilidade de desenvolver esse produto em nossa planta-piloto", argumenta.
A planta é certificada pela Anvisa, o que possibilita a distribuição ou comercialização de produtos ali desenvolvidos. Além disso, ela atende a uma vasta gama de produtos, que vão desde sólidos, como queijos, a molhos com pedaços, como no caso de algumas sopas. Um dos pilares nos quais a planta fabril foi construída é o da sustentabilidade. Por isso, 95% da água gasta nas operações passa por um sistema de tratamento e pode ser reutilizada. Esse sistema é oferecido pela Tetra Pak às indústrias. Assim, a empresa está cada vez mais voltada a soluções para plantas fabris, e não necessariamente para equipamentos que levem sua marca. A diretora de meio ambiente, Valéria Michel, lembra que algumas indústrias conseguiram expandir sua produção sem aumentar custos ou exigência de novas licenças graças ao sistema utilizado na planta-piloto.
No País, são mais de cinco mil equipamentos da Tetra Pak em funcionamento. Para potencializar o uso destas máquinas, junto à planta fabril do centro de desenvolvimento foi criado o centro de treinamento. Ali é possível, além do treinamento operacional, entender as soluções de automação disponibilizadas pela empresa, que utiliza algorítimos para acompanhar a eficácia de seus equipamentos suas fábricas. A intenção é repassar o conhecimento de automação da empresa aos clientes. Dentro do escopo das tecnologias, a Tetra Pak é a primeira a utilizar óculos HoloLens, tecnologia da Microsoft que permite oferecer assistência técnica em tempo integral às indústrias em suas plantas remotamente, através do repasse das imagens geradas pelo óculos a um técnico habilitado. A expectativa é que até 2020 sejam nove os centros de desenvolvimentos da empresa pelo mundo.
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