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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de julho de 2017. Atualizado às 23h54.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 07/07/2017. Alterada em 06/07 às 23h52min

Quase 10 mil lojas foram fechadas no 1º trimestre

Expectativa é que 2017 fique no 'zero a zero' em relação ao ano passado

Expectativa é que 2017 fique no 'zero a zero' em relação ao ano passado


JONATHAN HECKLER/JONATHAN HECKLER/JC
O varejo fechou as portas de 9,9 mil estabelecimentos no primeiro trimestre deste ano, informou nesta quinta-feira a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Apesar do saldo negativo, o número ainda é melhor do que o apresentado no quarto trimestre do ano passado, quando 15,5 mil estabelecimentos foram fechados, ou o período de janeiro a março de 2016, quando 37,1 mil lojas fecharam as portas.
A última vez que o varejo abriu mais lojas que fechou foi em 2014, com a criação de 2 mil estabelecimentos. O fenômeno foi classificado pelo economista da CNC, Fabio Bentes, de "despiora". "A queda no número de lojas fechadas em relação ao primeiro trimestre do ano passado foi de 75%. É um sinal de 'despiora', de que o varejo passa por transição. Há números positivos e negativos se intercalando, enquanto que no ano passado, por exemplo, estava tudo no vermelho", afirmou.
A expectativa é que 2017 feche no "zero a zero" na comparação com o ano passado. "Essa é nossa aposta tanto para abertura de lojas quanto de geração de emprego", declarou. A expectativa é que sejam abertos entre 2 mil e 3 mil vagas no varejo neste ano, quase estabilidade. Em 2016, foram fechadas 177 mil postos de trabalho formais no setor.
O segmento do varejo que mais fechou lojas no primeiro trimestre foram os hipermercados, com um saldo de 3,7 mil estabelecimentos a menos. Em seguida vem vestuários e calçados (-1,7 mil lojas) e artigos pessoais e de uso doméstico (-1,2 mil). A expectativa da CNC é que o varejo tenha aumento no volume de vendas de 1,2% em 2017 na comparação com o ano passado. No primeiro quadrimestre do ano, houve queda de 1,8% ante mesmo período do ano passado.

Intenção de consumo das famílias cresce mais uma vez no Estado

O mês de junho encerrou com dado positivo na Intenção de Consumo das Famílias no Rio Grande do Sul (ICF-RS), conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Fecomércio-RS. O indicador apresentou elevação de 21,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Aos 74,3 pontos, confirmou tendência de recuperação lenta e gradual desde agosto/2016, mas ainda permanece no campo pessimista.
A melhora atingiu vários itens analisados, a exceção foram os componentes que avaliam a renda atual e as perspectivas profissionais. O resultado do ICF sinaliza que apesar das pessoas se sentirem mais seguras quanto ao emprego e terem perspectivas mais favoráveis de consumo, percebem sua renda diminuída no confronto com 2016. "A intenção de consumo das famílias cresce motivada pela expansão em praticamente todas as variáveis. Mas, se o medo de perder o emprego vem diminuindo, por outro lado a ideia de ascensão nas empresas ficou limitada", analisa o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
Um dado positivo de junho que confirmou esse movimento foi a variável "emprego atual", que mede a situação do emprego atual, que cresceu 36,0% sobre junho/2016, alcançando 114,1 pontos. Nesse item, 45% dos entrevistados afirmando estarem mais seguros profissionalmente na comparação com o mesmo período do ano passado. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) vem contribuindo para essa percepção, pois até maio/2017 mostra que foram criados 10.363 postos, enquanto no mesmo período de 2016, foram destruídas 2.656 vagas de emprego formal. Já a avaliação quanto à situação de renda, como mencionado, caiu 7,7%, ficando em 68,1 pontos em junho.
Em relação ao consumo atual, houve melhora de 41,9% no confronto com junho/2016, com o indicador alcançando 57,4 pontos. "O consumo vem sendo motivado basicamente pela maior segurança no emprego e a desaceleração inflacionária, que chega a ser deflação em alguns itens", afirma Bohn, destacando que o indicador continua em patamar deprimido.
O índice que mede a facilidade de acesso ao crédito teve aumento de 20,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, alcançando 62,9 pontos. O crédito segue caro, uma vez que o recuo da taxa de juros está sendo acompanhado também pelo processo de desinflação, o que se reflete numa taxa de juros real alta. Já o indicador que mede o momento para o consumo de bens duráveis apresentou crescimento de 57,9% em junho, ficando em 46,6 pontos. Apesar de registrar recuperação desde agosto/2016, o indicador é muito afetado pelo cenário restritivo de renda e crédito, o que o conserva em um patamar muito deprimido.
O indicador de perspectiva profissional teve 77,7 pontos em junho, com redução de 20,3% em relação a 2016. Assim como nos últimos meses, a perspectiva de melhora na economia se refletiu na segurança no emprego, mas não em uma maior confiança dos trabalhadores em relação ao futuro profissional. Em relação ao consumo, as perspectivas seguem em recuperação desde agosto/2016.

Movimento do comércio cai 1,5% até junho, diz Serasa

O movimento no comércio varejista do País fechou o primeiro semestre com nova queda, porém bem menos intensa do que a registrada em igual período do ano passado. É o que aponta o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Conforme o índice, o movimento dos consumidores nas lojas caiu 1,5% na comparação com os seis primeiros meses de 2016, quando cedeu 8,3%.
"A retração da atividade varejista no primeiro semestre de 2017 é explicada pelo elevado desemprego no País e pelos juros ainda altos dos crediários", avaliam, em nota, os economistas da Serasa.
O setor da construção foi o que mais foi afetado, com as vendas de material registrando declínio de 14,4% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016. Na sequência, ficou a categoria de móveis, eletroeletrônicos e informática, com recuo de 12,6%, seguida de perto pela retração de 12,4% no segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios.
O movimento nas lojas de veículos, motos e peças caiu 10% nos seis primeiros meses deste ano, enquanto o setor de combustíveis e lubrificantes teve queda de 6,8%. Com inflação mais baixa, a Serasa destaca que a categoria de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, com declínio de 1,4%, foi a que registrou a queda menos intensa em relação ao restante. "Puxada pela deflação dos alimentos", explica.
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