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Porto Alegre, terça-feira, 11 de julho de 2017. Atualizado às 18h43.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 12/07/2017. Alterada em 11/07 às 20h35min

Corte compromete serviços

O corte de R$ 39 bilhões no orçamento, feito pelo governo, passa a comprometer os serviços públicos. O primeiro resultado mostrado intensamente na imprensa foi a falta de dinheiro para a emissão de passaportes. Depois, o anúncio de a que Polícia Rodoviária Federal irá reduzir o trabalho de patrulhamento nas rodovias federais. Com o corte, diversos órgãos do setor público começam a ter problemas para operar, e atender à população. "Os valores serão suficientes para os órgãos funcionarem com normalidade até o fim do ano", contesta o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.
Recursos para universidades
O deputado federal gaúcho José Fogaça (PMDB), diz que o governo tem investido no ensino. Assinalou que "a recomposição do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) é algo importante, mas evidentemente que abastecer e manter as universidades públicas também é. Quer dizer, o País não pode retroceder nesse aspecto, senão seria uma coisa muito grave e muito criticável".
Opções de investimentos
Sobre o corte no orçamento que compromete os serviços públicos, Fogaça, com a experiência de deputado, senador e ex-prefeito, avalia as dificuldades do gestor na hora de fazer as opções de investimentos. "Vamos convir. A situação do governo federal é absolutamente calamitosa, ela é hoje semelhante à dos estados. Quer dizer, R$ 170 bilhões de déficit, e depois R$ 200 bilhões, exige uma atitude drástica que irá atingir diversos pontos. A questão toda é exatamente quais são as escolhas, e parece que saúde, educação e segurança, são as áreas que merecem ser mais preservadas; senão totalmente", recomendou.
Exemplo de Porto Alegre
O ex-prefeito conta que: "quando assumi a prefeitura de Porto Alegre também a peguei numa situação de déficit. Já estava há três anos operando no vermelho, e para recuperar eu tive que compor todo um programa de recuperação, que implicava sim numa redução drástica de gastos". Ele explica que fez uma seleção positiva para três setores: saúde e educação, que deixei quase que absolutamente intocados, quase não reduzi os investimentos. E segurança. Talvez não tanto para a segurança, pois é uma área que não existe na prefeitura.
Realidades diferentes
Segundo Fogaça, "são realidades diferentes. Eu não posso comparar a realidade do município de Porto Alegre naquele momento com a situação do País neste momento. Mas o mais importante nesses processos de recuperação fiscal é a capacidade de se fazer as escolhas corretas, que não deixem de proteger as áreas sociais".
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