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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de julho de 2017. Atualizado às 21h08.

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teatro

Notícia da edição impressa de 28/07/2017. Alterada em 27/07 às 16h16min

Marcos Caruso estrela a peça O escândalo no Theatro São Pedro

Marcos Caruso estrela a peça O escândalo Philippe Dussaert

Marcos Caruso estrela a peça O escândalo Philippe Dussaert


PAULA KOSSATZ/DIVULGAÇÃO/JC
Michele Rolim
Com mais de 40 anos de carreira no teatro, no cinema e na televisão, agora o ator, autor e diretor Marcos Caruso protagoniza uma peça a convite de espectadores: a montagem O escândalo Philippe Dussaert com sessões no sábado, às 21h, e domingo, às 18h, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº). Ingressos entre R$ 40,00 e R$ 120,00.
A história é inusitada. Depois de atuar em mais de 35 montagens e escrever outras 10 peças, foi em um restaurante que O escândalo Philippe Dussaert começou. "Duas senhoras vieram até mim e perguntaram se eu não me importaria de juntar-se a elas. Pensei que eram fãs, mas quando me aproximei elas disseram 'Nós temos a sua próxima peça'. E era verdade", relembra Caruso, explicando que as mulheres não trabalhavam com teatro - elas assistiram ao espetáculo original na França, compraram os direitos e fizeram o convite. "Fui chamado de volta ao palco pelo público", completa.
O ator tornou real esse acontecimento um tanto surreal. Na comédia, Caruso vive um conferencista que divide com o público a investigação do escândalo envolvendo o pintor francês Philippe Dussaert. Após sua morte, as obras do pintor vão a leilão, custando um alto preço, o que acaba gerando uma discussão sobre o que é e o que não é arte, e culminando com a revelação de um segredo. "O mote principal é a arte contemporânea, mas a peça vai além - usamos isso para falar sobre os pequenos escândalos cotidianos das nossas vidas, principalmente no Brasil, que está repleto deles", afirma.
Com direção de Fernando Philbert, Caruso encara o primeiro solo da sua carreira. "Gosto de dizer que é um solo coletivo, porque eu não estou sozinho nunca. Tenho uma reação muito direta com o público, é um exercício cênico de plateia completamente novo. Estou em cena como quem está na sala de casa recebendo amigos", comenta Caruso, que recepciona o público na porta do teatro antes de se dirigir ao palco.
O texto é do ator e dramaturgo francês Jacques Mougenot, que veio ao Brasil acompanhar a estreia, em 2016. Vencedor do Prêmio Philippe Avron por esta peça, Mougenot está há quase uma década em cartaz com o texto, ultrapassando a marca das 600 apresentações na França. O autor também ganhou o Prêmio Molière 2016 de Melhor Espetáculo Musical por sua adaptação da peça de Georges Feydeau Les fiancés de loches, que transformou num musical com a colaboração do compositor e diretor Hervé Devolder.
A versão brasileira não fica atrás - levou os principais prêmios teatrais da temporada carioca, entre eles, o prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro na categoria melhor ator.
Os projetos seguem para Caruso. Além de levar O escândalo Philippe Dussaert para temporada em abril em São Paulo, está na televisão em Pega Pega, novela das 19h da Globo, escrita por Claudia Souto, como o personagem Pedrinho.
Também estreia neste segundo semestre Filhos da Pátria, nova série com direção Mauricio Farias em que ele atua. E tem mais: Marcos Caruso aparece em Brasil a Bordo, seriado de Miguel Falabella com direção-geral de Cininha de Paula. Não dá para esquecer, também, da nova versão da Escolinha do Professor Raimundo - Caruso interpreta o Seu Peru, clássico personagem de Orlando Drummond.
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